Jornal dos Desportos

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Opinio

O ano que pode ser de reafirmao

05 de Janeiro, 2019
O ano de 2019 para o desporto angolano pode ser de reafirmação, se tivermos em linha de conta que, para além dos inúmeros compromissos internacionais que tem, nas mais distintas modalidades, Angola começa a perceber que a contínua internacionalização desta vertente social abona, em grande medida ao objecto da diplomacia desportiva e, por essa via se podem conseguir outras valências económicas, políticas e sociais.
Temos que concordar que, de uns tempos à esta parte, o desporto no geral tem petiscado muito pouco a nível do continente e não só, se nos atermos no que aos resultados desportivos substanciais, diz respeito.
Principalmente no futebol que é a modalidade rainha, Angola, convenhamos, não tem estado ainda muito bem, se nos atermos ao facto de que o objectivo é sempre estar presente em todos os palcos competitivos a nível do continente e não só. Numa só palavra: em todos os Campeonatos Africanos das Nações (CAN).
Neste quesito, para além de competirem pouco, as nossas selecções jovens não têm tido realmente o que devem e merecem.
Numa primeira instância, devido as imensas e tamanhas dificuldades financeiras e, por outro lado, devido também a alguns laivos de desorganização que temos que ser bastante humildes para aceitarmos e termos capacidade de rectificarmos.
Noutras modalidades, nem tanto assim. O andebol, o basquetebol, o hóquei em patins, enfim o desporto adaptado, têm feito de facto a sua parte e o seu papel.
Quer em clubes como em selecções, nas modalidades citadas o encaminhamento é positivo já que, conseguem fazer erguer a nossa bandeira de forma honrosa em vários palcos continentais e internacionais.
Ainda não está esquecida na memória dos angolanos, as retumbantes vitórias da selecção de futebol adaptado, no campeonato do mundo da modalidade que decorreu no México e a da selecção de andebol feminino, no campeonato africano da modalidade (pela 13º vez) que decorreu recentemente em Brazzaville. Do mesmo modo, o apuramento para o campeonato do mundo de basquetebol da nossa selecção sénior masculino que disputou aqui em Luanda a última “janela” de qualificação. Na competição de clubes, está mais do que claro que, o facto da equipa de futebol do 1º de Agosto ter chegado nas meias-finais da Liga dos campeões Africanos, acaba por ser motivo de forte e grande orgulhoso para todos nós. Estes feitos, só para citar alguns, indicia uma melhor colheita para o ano que iniciou há poucos dias.
Na verdade, para 2019, vislumbram-se grandes feitos desportivos a começar já pela nossa selecção nacional de andebol sénior masculino que de 10 a 29 do corrente participa, pela quarta vez, num campeonato do mundo da modalidade, desta numa organização conjunta entre a Alemanha e Dinamarca.
Neste momento, Filipe Cruz (seleccionador nacional) e rapazes cumprem um rigoroso estágio na Polónia, antes de seguir para Copenhaga (Dinamarca) onde disputarão os jogos referentes ao Grupo D em que fazem parte igualmente os combinados nacionais da Suécia, Hungria, Egipto, Argentina e Qatar.
O nosso combinado estreia-se diante do Qatar, a 11 de Janeiro. Na segunda jornada, a 13 de Janeiro, defronta a Hungria. No dia 14, o adversário vai ser a forte selecção da Suécia. Depois do repouso, no dia 15 a equipa volta à quadra, nos dias 16 e 17 para as últimas jornadas da fase de grupo, defrontando a Argentina e o Egipto.
Por outro lado, para além disso, espera-se a todo transe que a selecção de futebol, os Palancas Negras, consigam o apuramento para o CAN 2019 que, todavia depois de ser retirado os Camarões da pretensão, por alegados incumprimentos, África do Sul ou Egipto - apenas um dos dois refira-se, podem ser os organizadores.
Os Palancas Negras precisam deste apuramento como pão para boca. O jogo diante do Botswana, em Gaberone, pontuável para a última jornada, afigura-se de sacramental importância pois, o apuramento depende apenas e só de nós.
Uma vitória desfaz todas as pretensões do Burkina Faso almejar um lugar, já que nesta altura a Mauritânia já está folgada e apurada. Portanto, a saída é ganhar ou ganhar.
Do mesmo modo, neste ano novo de 2019, auguramos que o futebol a nível das selecções nacionais jovens possa vincar.
Vincar, não apenas a nível regional (Cosafa), mas com participações em torneios internacionais e augurar presenças nas competições continentais.
É consabido que tudo isso envolve rios de dinheiro, mas há que esgrimir argumentos para estimular fontes de rendimento e revitalizarmos a constância de participação nas principais competições, caso queiramos de facto obter resultados palpáveis e que, efectivamente, possam dignificar o nosso desporto.
Que o ano de 2019, que iniciou há poucos dias, seja de facto exitoso para o nosso desporto e enfim surge com um bom presságio para as diferentes modalidades...
MORAIS CANÃMUA

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