Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

O balano possvel dos 100

07 de Abril, 2017
A direcção de Artur Almeida completa esta semana cem dias. Um tempo curto, porém suficiente para conhecermos das perspectivas que se propõe caminhar. Primeiro, o consulado iniciou com uma tragédia, morte de adeptos no Uíge. Segundo a demissão de Norberto de Castro, um dos vice-presidente que se sentiu traído pela cúpula. Retirando isso, a equipa de Artur Almeida parece estar a fazer o expectável num contexto de crise, melhor dito de aperto financeiro em que viajar numa classe executiva da companhia como Emirates é já um luxo quando antes iam todos até o seccionista, sem desprimor.

Artur Almeida está a gerir a Federação Angolana de Futebol com os olhos secos, como diria o poeta. Só deste modo se compreende a engenharia para ter um seleccionador nacional. Nada é novo, tão pouco condenável essa solução encontrada para haver um seleccionador.

A realização de jogos particulares em Data-FIFA, coisa rara no tempo de outra senhora é já um passo em frente, uma acção capaz de reanimar os ânimos de quem há muito virou as costas aos Palancas Negras.A divulgação do prémio do campeão é igualmente um predicado que a direcção de Artur de Almeida consegue. Porém, desse elenco espera-se, sobretudo, que consiga impulsionar a Liga, concentrar todo o seu esforço nas selecções e conseguir com Bianchi devolver dignidade dos Palancas Negras.

Bons resultados dos Palancas significa, igualmente, mais receitas, pois o mundo do futebol não vive a nossa crise. Ele tem dinheiro, continua a ser uma máquina de fazer dinheiro mas para Angola beneficia de uma partidazinha, que pode vir dos patrocínios com as grandes marcas, precisa de voltar ao nível de 2006 ou melhor ainda.

Só deste modo é que o dinheiro vira. O merchandising também pode voltar a ser um poço de dinheiro se os Palancas Negras valorizarem-se. Este é o maior desafio da gestão de Artur Almeida, que requer no entanto tempo, muito tempo mesmo. Quatro anos, cinco ou mesmo seis anos. É este o tempo mínimo que acho que precisamos para voltarmos ter uma equipa do nível dos Palancas Negras da época do Carlos Alhinho, quanto a mim a melhor dos últimos 20 anos.

Artur de Almeida precisa de fazer muita ginástica para atingir o mínimo de se espera da sua gestão, carregando sempre no bolso a paciência.
Teixeira Cândido

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