Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

O caminho logo no Rio Seco

29 de Abril, 2019
Dezoito anos depois, o futebol angolano volta a ser notícia, por conta da medalha de bronze e da qualificação ao Mundial de Sub-17. Ao contrário do feito dos Sub-20, em 2001, que foi recebido com alguma resistência por conta das suspeitas de adulteração de idades por parte de alguns jogadores, este não. Reúne um consenso raro. Não foi um título como tal mas a ovação pela prestação é como se fosse. É de todo modo um feito histórico pois é a melhor prestação alguma vez conseguida nesta categoria. Na hora da euforia e das flores, é preciso não relegar para segundo plano os arquitectos de facto desta obra. São os clubes, treinadores e os jogadores. A ordem não importa. Todos são co-responsáveis pelo feito. É importante que os clubes sejam colocados lado a lado com os jogadores e os treinadores, por todas as razões e mais alguma. Em particular para que os dirigentes desses clubes, como o 1º de Agosto, AFA, Norberto de Castro, Petro de Luanda sintam o resultado do seu trabalho. Segundo para que não lhes ocorra a tentação de recuarem um passo nesta filosofia de investir na formação. É isso que o 1º de Agosto, o exemplo, que devia ser modelo, tem feito. Ofereceu aos miúdos as mesmas condições da equipa principal. Contratou treinadores com conhecimento e experiência. É sem surpresa por isso que vá colhendo frutos. Colheita alás que tem vindo a ser feita já, com uns tantos jogadores ao serviço da sua principal. Show, Mário, Nelson Luz, e outros tantos à espreita de uma oportunidade para se exibirem ao mais alto nível. É crucial, numa altura de hossanas e algum oportunismo, lembrar que oferecer condições ao futebol jovem é um investimento e não despesas. A FAF e os patrocinadores deviam contribuir para alargar este horizonte.Premiar os clubes que trabalham no futuro. 1º de Agosto e outros citados são os grandes clubes comprometidos com o futebol. Há no entanto outros clubes desprovidos de condições que Interclube, Libolo e Kabuscorp ostentam, mas fazem muito pelo futebol. São os mega-olheiros, caçadores de talentos.
Esses devem igualmente merecer as honras nesta altura de festejos.O caminho para nos impormos no futebol africano é logo aí no \"Rio Seco\". Ou na Academia do 1º de Agosto, se melhor não houver. Basta existir dirigentes comprometidos com o futuro, o melhor do futebol e de Angola. TEIXEIRA CÂNDIDO

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