Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio
por Ant?nio F?lix

O castigo de corruptos depende da boa Justia

27 de Junho, 2017
Se o assunto que aborda o Carlos Calongo for verídico então é muito grave esta questão do \"descaminho das chaves\" das casas a que têm direito os jogadores e a equipa técnica que conquistaram o Afrobasket em 2017. Mas quem são os agentes estranhos à luta travada em campo, agora feitos \"Chico espertos\"?

Os indivíduos que assim eventualmente procederam, porque não arregaçaram as mangas, mas preferiram beneficiar do suor dos rostos alheios, não merecem outra coisa que não seja a responsabilização criminal. Eu acho que estes \"pecadores\" terão pensado, mais ou menos, assim: “os jogadores ou treinadores não são especiais, são cidadãos e então vamos passar a perna e não sairá nada!

E por isso mesmo eu repito: os indivíduos que assim eventualmente procederam, porque não arregaçaram as mangas mas, preferiram beneficiar suor dos rostos alheios, não merecem outra coisa que não seja a responsabilidade criminal. Infelizmente isto que não costuma acontecer na nossa terra. E se eles já costumam proceder assim, então são criminalmente malfeitores!

Por falar em malfeitores, eu até já debitei escritos neste sentido em vários outros espaços na nossa imprensa, dizendo mesmo, por exemplo, que altos dirigentes da nossa terra, quando politicamente lhes convém, exaltam, só no campo teórico, o patriótico apelo de combate à corrupção e sabem no entanto que a corrupção pode configurar - pode não - é mesmo...crime!

Este tipo de ilícito entre nós, não vale a pena mais mentirmos, costuma deixar mais vezes os do \"zé povinho\" a ver o sol aos quadradinhos do que propriamente os criminosos do colarinho branco que no desporto podemos tê-los por aí aos montes.
Ficam à solta ou caídos nas simples suspeitas de modo que os mesmos, nas calmas como se diz, escutam as nossas lamúrias postados em poltronas nas mansões injustificadas, bebericando \"Martini \"on the rocks\", em grande e à francesa.

Para eles \"os cães ladram, mas a caravana passa\". E digo isso porquê? Porque mesmo em muitas das nossas instituições desportivas contam-se aos dedos da mãos os \"manda chuvas\" efectivamente condenados, mesmo havendo dicas e a olhos vistos furtos e roubos com fundos financeiros de grandes cifrões.

Desde os descaminhos de projectos imobiliários como este focado pelo Carlos Calongo, às exorbitantes cimeiras desportivas vez por outra injustificáveis, deixando no chinelo, como também se diz, outras prioridades do povo, só porque os mentores de tais \"crimes desportivos\" almejam engordar as suas algibeiras.

Mas uma coisa é certa: pode tardar, um dia cairão nas malhas da Justiça! Em tempos já gramei de mais uma vez ter ouvido um grande responsável da nossa terra ligado à Magistratura - estou a falar exactamente do Procurador Geral da República, Dr. João Maria de Sousa - apelando para que haja mais acções de investigação, combate e prevenção de crimes ligados à corrupção. Bonito!

Não o fez entre nós. Foi fora de portas - e se precisão aqui se exige nada me impede recordar que foi na nona Conferência Anual da Associação Internacional de Autoridades Anti-corrupção que decorreu em Tianjin, na China. E conforme sabemos todos a China, nosso grande amigo, nosso grande parceiro, é um país onde a corrupção não é tolerada.

Chega a ser punida com a pena de morte, essa pena de morte que na nossa ordem jurídica é cruel, porque dá-se preferência à cadeia e em certos momentos até mesmo direito à liberdade, por exemplo, por amnistia.... O Dr. João Maria de Sousa disse lá na China, e aqui tomei boa nota, que em Angola muitas instâncias estão comprometidas nesta luta contra a corrupção.

Já agora deixa-me aproveitar aqui essa sua deixa no sentido de recordar e alertar que também no nosso desporto deve haver, sim senhor, luta renhida, tirando a limpo e depois punir, se for o caso, aqueles que \"matam a verdade\" com \"crimes desportivos\". Como esta questão do Afrobasket de 2017 e as casas a que os \"rapazes\" tinham direito.

Chega de brincadeira, pá! O desafio que Angola chamou a si em 2017 para organizar a edição do Afrobasket em quatro cidades do País, com um modelo que integrou dezasseis equipas, como acontece nos campeonatos do mundo, para o qual o nosso Estado, o nosso Governo - mesmo deixando momentaneamente, algumas prioridades de ordem económica, social e política - gastou rios de dinheiro na ordem dos 70 milhões de dólares. Os rapazes merecem o que lhes é devido!

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