Jornal dos Desportos

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Opinio

O desporto angolano e o incentivo formao

30 de Setembro, 2017
A respeito do assunto, reitero aqui o meu orgulho, como angolano, pela sensibilidade manifestada pelo Presidente da República empossado, em relação ao desporto.
Ao assumir, no discurso proferido após o seu empossamento como novo Chefe de Estado Angolano, João Manuel Gonçalves Lourenço profetizou que o desporto a nível das nossas fronteiras “deve também assumir uma dimensão inspiradora e formativa”.
O sucessor de José Eduardo dos Santos no mais alto cargo da Nação frisou, no acto do seu empossamento e do novo Vice-Presidente da República, Bornito de Sousa Baltazar Diogo, que isto afigura-se “de modo a permitir construir uma Angola fraterna, mais inclusiva e em que as barreiras do preconceito e da intolerância vão sendo derrubadas”.
E mais ainda disse João Lourenço no seu primeiro discurso como Chefe de Estado: “reconhecemos que as nossas e os nossos desportistas têm sabido honrar, além fronteiras, o Hino e a Bandeira Nacional, unindo ainda mais o povo angolano”.
Em linhas essenciais o mais alto mandatário da Nação defendeu a necessidade de se “incentivar o desporto escolar, regressar aos campeonatos escolares e universitários, bem como exigir aos dirigentes das infra-estruturas desportivas maior responsabilidade na sua conservação e gestão”. Penso que assim estão lançadas as bases para uma boa governação no domínio do desporto dentro das nossas fronteiras.
Nesse sentido gostava de lembrar que no futebol, como noutras modalidades, a aposta na formação assumiu sempre um carácter crucial. A nível do nosso país o trabalho de base, no seio das várias modalidades desportivas, deve ser visto como uma prioridade das prioridades.
Por essa razão, é imperioso que se traça novos horizontes para o desporto dentro das nossas fronteiras, na sua plenitude, ainda que para tal pára-se muita coisa e se comece a vislumbrar uma nova história e era para este sector de importância crucial na sociedade.
E como toda longa caminhada começa com um primeiro passo, penso que o manifesto do Presidente João Lourenço, segundo o qual o desporto deve assumir uma dimensão inspiradora e formativa, a aposta no último campo deve ser visto como imperativo.
Exemplos, como o que vimos surgir no início da década de 80, quando a então Secretaria de Estado de Educação Física e Desporto dava aval ao projecto “Caçulinhas da bola”, devem estender-se a outras modalidades.
O projecto em questão fez despontar muitos talentos para o futebol nacional e pensamos que incentivos do género podem estender-se ao basquetebol, andebol, futsal, hóquei em patins, atletismo e em outras modalidades que Angola vem dando cartas.
Por outro lado e na senda do que afirmou o presidente do Tribunal Constitucional, Rui Ferreira, ao empossar João Lourenço e Bornito de Sousa Baltazar Diogo, “os angolanos e a Nação têm uma dívida impagável com José Eduardo dos Santos por tudo o que fez”.
Este é um reconhecimento justo a uma figura que viu roubada a sua juventude, o tempo de uma vida, a sua saúde e convívio da família para servir os ideais de uma Nação que ajudou a colocar no mais alto pedestal, com a conquista da Paz, após a Independência em 1975. José Eduardo dos Santos foi um dos obreiros das inúmeras conquistas que Angola obteve ao longo dos 38 anos que esteve a frente da Governação do País.
De igual forma disse já aqui e volto a reiterar, nessa coluna de opinião deste título de informação desportiva, que enquanto Presidente da República e Titular do Poder Executivo, Dos Santos abraçou sempre causas nobres, entre elas o desporto, que sempre emprestou experiência como ex-desportista. Deve-se reconhecer isso inequivocamente.
João Lourenço, que herda um grande legado de José Eduardo dos Santos pela dimensão incomensurável que este representou para o desporto a nível da nossas fronteiras, estou em crer que seja um sucessor à altura da exigências.
Aliás, é sobejamente sabido que o novo inquilino do Palácio Presidencial ostenta também um lado desportivo. Além de ter praticado artes maciais e xadrez, propala-se também que no campo do desporto foi, também, exímio futebolista.
Por isso, tal como se postulou no seu slogan de campanha a estratégia “de corrigir o que está mal e melhorar o que está bem” espera-se que João Lourenço traga novos “in-puts”, durante o seu consulado na governação do país, que permite a Angola contornar os vários revezes com que se confrontou nos últimos tempos no desporto.
A Nação Desportiva clama por isso e penso que devemos todos estar abertos à governação inclusiva que o cabeça de lista do MPLA, na campanha que o conduziu a Presidente da República, pretende levar avante. Esperamos isso Camarada Lourenço!...

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