Jornal dos Desportos

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Opinio

O destino dos sub-17

07 de Maio, 2017
Quando Quando Artur Almeida assumiu o comando da FAF, substituíndo Pedro Neto, que pouco ou nada acrescentou ao futebol nacional nem ao trabalho de Justino Fernandes, seu antecessor, a maior parte dos adeptos suspirou de alívio. Primeiro, estavamos na presença de alguém que trabalhava com futebol jovem, no seu próprio clube -Vitória do Sambizanga.

Depois levou para a sua lista Norberto de Castro, pessoa que tem dedicado parte do seu tempo na formação de jogadores, trabalho do qual resultou já frutos da dimensão de Geraldo, Paizo, Das FAA para citar apenas esses, além de uma parceria com um dos grandes de Portugal, o Sporting, com forte tradição também na formação .

Estavam lançados os ingredientes para uma viragem de proriedades ou sendo mais realístico tratamento não tão desproporcional entre a selecção principal e as mais jovens. Porém, o primeiro balde de água que foi arremessado às expectativas dos adeptos foi a saída incompreensível de Norberto de Castro do cargo de vice presidente para as selecções jovens e, consequentemente, do elenco da FAF. Foi uma mensagem de que afinal podíamos estar na presença de expectativas ilusórias.

Segundo, a preparação nada dignificante da equipa nacional que vai estar no CAN Sub-17, no Gabão, este mês, por falta de condições consumou então os receios despertos com a saída de Noberto de Castro: o mesmo ritual de tratamento. Tudo ou quase para a equipa principal e alguma coisa ou nada para as equipas jovens, quando até Artur Almeida tinha prometido que a formação seria a sua grande aposta.
Uma rajada de perguntas se impõe perante os factos. Afinal quais såo as inovações que este elenco nos vai oferecer no capítulo de tratamento das selecções? Ou para onde quer Artur Almeida começar a estruturar o edifício do futebol nacional? Não terá feito um diagnostíco dos erros agudos dos outros? Basta assumir o cargo para se esquecer de políticas que fizeram centenas de adeptos torcer por ele?

Qual é o resultado que a direccão de Artur Almeida espera dessa equipa no CAN Sub-17, competição para a qual Angola não ia desde 1999? Certamente, o caminho que Artur Almeida começa a ensair é inexoravelmente equivocado. Uma coisa é não ter dinheiro, a outra é guardar o pouco para a equipa principal.Ignorando as equipas jovens não se chega ao topo sólido.

Por se chegar por providência divina, depois voltamos a assistir o mesmo filme. É preciso aplicar o programa com que convenceu os eleitores a votarem em si, senhor presidente. De contrário, terá enganado pura e simplesmente os eleitores para chegar ao poder.

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