Jornal dos Desportos

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Opinio

O futebol tem os dirigentes que merece

25 de Março, 2019
O futebol nacional vive um sentimento misto: alegria e tristeza. A geração de Gelson vai finalmente puder estar numa montra de dimensão continental, um feito que premeia não apenas todos os jogadores da sua geração mas também o trabalho de Vasiljevic. Ele sempre acreditou e merece por isso todo o mérito. Se não haver pressão habitual dos dirigentes que são igualmente agentes de jogadores, muitos jovens talentosos do futebol doméstico terão uma janela para aspirar outras realidades, em África ou mesmo na Europa.
A tristeza prende-se com a forma vergonhosa como a Federação Angolana trata, tratou e poderá tratar a equipa de Sub-23. Como pode ser que Artur Almeida e Adão Costa, duas pessoas que já trabalharam com o futebol de formação, na FAF e nos respectivos clubes, p menosprezam o viveiro dos Palancas Negras.
Quem não trata bem a formação pode se arrogar no direito de afirmar que ama e está ao serviço do futebol nacional? Não foi exactamente a valorização da formação, pelo 1º de Agosto e outros clubes, que permite haver um Gelson, Show, Geraldo, Carlinhos e outros. Artur Almeida jurou de pés juntos que iria tratar melhor as selecções jovens do que todos outros seus antecessores. Evocou o facto de conhecer o futebol de formação, ter tido uma escola de formação e outros. No fim, o resultado de quem ama a formação é este.
Agora que os Palancas Negras estão qualificados, podemos imaginar facilmente onde vão se concentrar os esforços. Sem dúvidas, orçamentos será a palavra mais citada de agora até ao CAN. Sem dúvidas, todas as energias vão ser orientadas para os orçamentos. Sem dúvidas, todas as associações províncias querem estar lá. Sem dúvida, a qualificação é um grande feito de Artur Almeida e a sua equipa, que passou noites em claros para garantir que os Palancas Negras estivessem à altura do esperado. Não resiste a menor dúvidas de que foi pela sabia orientação do presidente da FAF que Wilson Eduardo fez o golo.
Apesar deste feito, Artur Almeida é igual aos outros. E se dependesse de mim, Artur Almeida não seria reeleito, porque afinal é igual aos outros. Não quero acreditar que não haja outros e melhores. Se faz igual, é melhor evitarmos sofrimento. Pena é que todas associações pensam igual ao presidente da FAF. Olha o exemplo que demonstraram. Foram todos ao Botswana. O futebol vive uma pobreza terrível. Só um milagre para nos acudir... Teixeira Cândido

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