Jornal dos Desportos

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Opinio

O futebol nacional e futuro nas Afrotaas

28 de Setembro, 2019
Hojevoltamos a abordar as Afrotaças, concretamente a campanha dos nossos dois representantes que, na primeira mão, tiveram sortes diferentes. O Petro de Luanda que jogou a primeira mão em casa, empatou a zero bolas e, o 1º de Agosto que jogando em casa do adversário, no primeiro turno, logrou vencer por 2-1.
Sem sermos extemporâneos, aludimos que, se no caso do Petro de Luanda que empatou em casa diante de um adversário com determinada estaleca como é o caso do Kampala City, tinha a lição bem estudada para, no desafio da segunda mão, disputado ontem na capital ugandesa, esmerar-se para no mínimo empatar com golos.
Felizmente, assim aconteceu.
Os petrolíferos, no desafio da segunda mão, disputado ontem na casa do adversário, alcançaram o objectivo traçado que passava, obviamente pela qualificação à disputa da fase de grupos. Na verdade, o Petro de Luanda teve que ser bastante resiliente e tal como se diz, na gíria futebolística, teve também de “puxar dos galões” e colocar o Kampala City de sentido, em sua própria casa.
O que conta, realmente é o facto de ter passado e adquirido o passe para a disputa da fase de grupos da principal competição africana.
O nosso Petro tem assim, por direito próprio, a oportunidade de poder continuar em prova, depois de alguns anos num “defeso forçado”.
É preciso entender que, mesmo não estando no seu melhor momento, em função de algumas situações óbvias, o Petro de Luanda nesta sua “reentré” na alta-roda do futebol africano, terá que se “capacitar” da melhor forma. Necessário se torna, buscar reforço internamente. Mudar a mentalidade dos seus jogadores em função das competições em que estão enquadrados, nomeadamente o Girabola Zap 2019/2020, a Taça de Angola e agora a fase de grupos da Liga dos Clubes Campeões Africanos. Melhorar a qualidade futebolística e proporcionar a reconquista dos seus prosélitos, sócios e aficionados.
O futebol angolano merece muito mais. Para mim, as duas maiores equipas do nosso futebol, devem sim estar na alta-roda do futebol africano, brigando com os grandes para sermos grandes e, sobretudo para ganhar dinheiro que muita falta faz aos cofres dos clubes angolanos onde a crise, a cada dia se agudiza.
Em relação ao 1º de Agosto creio que estão igualmente escancaradas todas as portas para, também ele, se colocar em riste nas Afrotaças. Primeiro, porque já provou o quão doce é chegar, pelo menos às meias-finais da competição maior de clubes.
Os militares, há duas épocas, fizeram furor e, como sabemos, só caíram, porque alguns sectores conservadores do futebol africano, lhes negou este direito. Agora, se abre uma página nova. Uma nova redefinição da estratégia e, pelo que sabemos, tudo aponta para uma nova epopeia nas Afrotaças.
Em frente, os militares têm o Green Eagles aquém venceram no jogo do primeiro turno, por 1-2. Um resultado bom que abre imensas expectativas para quem, como os militares do “rio seco” precisam “regressar” à fase de grupos e fazer igual ou melhor ao que fez bem recentemente. Mas, ainda assim, não lhe confere embandeirar-se em arco sem as devidas precauções porque, o resultado obtido, ainda que satisfatório, pode ser enganador. Por isso, o jogo da segunda-mão aqui em Luanda afigura-se como uma verdadeira “rampa” de lançamento da campanha dos militares à entrada da fase de grupos da Liga dos Campeões Africanos onde, deve ter, lugar cativo.
Para isso, convenhamos, é necessário continuar a trabalhar sério. É preciso vencer e ultrapassar o tal de Green Eagles que vêm à Luanda igualmente para brigar pelo passe de acesso. Naturalmente que o 1º de Agosto, dentro do campo deve justificar a superioridade obtida no jogo da primeira mão e o favoritismo de jogar nos seus domínios, dobrando aqui o adversário que, de certeza virá à Luanda com as mesmas intenções que o seu adversário, daí que, todo cuidado será pouco.
Para mim, sinceramente, já é tempo suficiente para os clubes angolanos se imporem, principalmente na Liga dos Campeões e conquistarem a África do futebol. Tenho dito!
Morais Canâmua

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