Jornal dos Desportos

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Opinio

O Girabola Zap e as metas para 2018

23 de Setembro, 2017
Com a época-2017 a abeirar-se do final, Petro de Luanda e 1º de Agosto entraram nas contas como as duas equipas em melhor condições para a discussão do título do Girabola Zap. Isso é inequívoco e claro está, também, o facto de os tricolores, nesse momento na liderança com 56 pontos, serem os únicos que dependem simplesmente de si para a reconquista do céptro que lhes escapa desde 2009.
Os militares, nas vestes de campões em título com menos um ponto na bagagem, mantém-se firmes na perseguição ao arqui-rival e, obviamente, esperando por um tropeço destes nessas derradeiras cinco jornada da maior prova do nosso futebol.
Além do despique em torno do título salta à vista, ainda, nesse Girabola 2017, a corrida desenfreada para fuga à zona da despromoção, onde o Santa Rita da Cássia do Uíje, na cauda com 16 pontos, já terá ditado a sua sentença na época.
Além dos católicos da cidade do “bago vermelho”, que seguram a “lanterna-vermelha” da prova, FC Bravos do Maquis, 11º com 26; Académica do Lobito, 12º com 24; Atlético Sport Aviação (ASA), 13º com 23; JGM do Huambo, 14º 21; e Progresso da Lunda Sul, 15º com 20, são as outras equipas que tentam a fuga à zona da despromoção.
Com as projecções que se fazem para o final da edição de 2017 do Campeonato da I Divisão é imperioso, ainda, começar a delinear-se as metas para época 2018, onde o Domant do Bengo e Casa Militar do Cuando Cubango já têm presenças confirmadas.
Os representantes das apelidadas “cidade do Jacaré Bangão” e “Terras do Progresso” confirmaram a sua ascensão, depois de passarem incólumes sobre os seus respectivos adversários nas Série A e B do Zonal de Apuramento ao Girabola ZAP de 2018.
A espreitar o outro lugar reservado para os primodivisionários na próxima época estão o Sporting de Cabinda, pela Série A, e Jackson Garcia de Benguela , pela B, que disputam a “Liguilha” do torneio, com a disputa dos primeiros dos dois jogos já amanhã, domingo, na cidade mais ao Norte do país. E viva a festa da bola para os contendores.
Agora é importante, também, que a Federação Angolana de Futebol (FAF), como órgão reitor da modalidade, começa já delinear as responsabilidades de uma temporada, que se espera venha ser coroada de êxito nas suas diferentes latitudes.
É verdade que a época que se apresta a passar para história está ser marcada por muitos casos, com realce para os de acusões de corrupção na arbitragem e de ameaças de desistências por parte de clubes, que de certo modo acabam por beliscar a competição.
E mais ainda: o Benfica de Luanda, uma agremiação com prestações honrosas nesta prova que ganhou o cognome de Girabola Zap acabou mesmo por desistir no início da época, abrindo caminho para o retorno do 1º de Maio de Benguela, que não faz muito tempo também esteve perto de abandonar a prova, à semelhança do que se cogitou em relação ao seu “conterrâneo” Académica do Lobito, ASA e Progresso da Lunda Sul.
A FAF no meio de tudo acaba por assumir uma responsabilidade enorme, pois é incompreensível que nos últimos anos o Campeonato da I Divião se vem confrontando com situações do género, o que belisca, e de que maneira, a imagem da prova.
Deveria, nessa perspectiva, haver algum rigor no início de cada época, por ser inconcebível o facto de as equipas, à partida, manifestarem disponibilidade para competir e depois, logo à primeira, virem justificar incapacidade financeira para “aguentar” a prova. Isso é mau e a FAF deveria punir exemplarmente os clubes que por essa via optassem, como forma de disciplinar as coisas.
Um outro grande handicap do nosso futebol reside na má gestão dos recintos desportivos. Nos últimos dias o caso mais propalado teve a ver com o Estádio do O’mbaka, na Catumbela, que está votado ao abandono e sem que as estruturas “de jure” velem pela situação.
A mais emblemática infra-estrutura da província de Benguela foi, a par dos Estádios Nacional 11 de Novembro, em Luanda; Chiazi, em Cabinda; e da Tundavala, na cidade do Lubango, na Huíla, construída no âmbito da realização do Campeonato Africano das Nações (CAN) de 2010, que o país albergou.
Por todos esses revezes, que mancham o bom nome do nosso desporto e do futebol, particularmente, deve-se chamar as pessoas à responsabilidade e a FAF, presidida pelo empresário Artur Almeida e Silva, tem também uma palavra a dizer ...
Sérgio.V.Dias

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