Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

O "Glorioso"e os adeptos

12 de Março, 2015
É do conhecimento geral, que o Clube Desportivo 1º de Agosto, integra o leque das agremiações que por causa dos seus percursos históricos, estão intrinsecamente ligados ao progresso e ao desenvolvimento cultural e desportivo de Angola.A sua dimensão e prestígio, cujo cordão umbical foi cortado no dia e mês que apresenta como designação, no ano de 1977, tem contribuído para a elevação cada vez maior, e com mais frequência, o nome de Angola além fronteiras.

O percurso e feitos constituem factos, que permitem enquadrá-lo nas mais mediáticas colectividades desportivas de África. O facto de possuir orçamento financeiro que permite margem de actuação em relação ao grosso das agremiações desportivas nacionais, e face à grandiosidade e modelos de organização, aliado às performances que alcançou quer no plano de competições internas como externas, o Petro de Luanda, Kabuskorp do Palanca, Recreativo do Libolo e o Interclube de Angola, são actualmente as outras formações do topo angolano. O Clube Desportivo 1º de Agosto, que também é “glorioso”, nos últimos dias tem andado na “boca do povo”, porque decorridas quatro jornadas no Girabola ainda não alcançou qualquer ponto.

Ocupa a última posição na classificação geral, mesmo com um jogo em atraso por disputar com o campeão em título, o Recreativo do Libolo, para a jornada inaugural. Essa situação começa a preocupar aos exigentes adeptos e não só. Esse tipo de preocupação tem razão de existir, porque se o Interclube vencer o ASA e os “militares” perderem na deslocação à cidade do Lubango para defrontarem o Desportivo da Huíla, vêem a possibilidade de lutar pela conquista do título mais distante, devido à diferença pontual que se abre. Se os líderes vencerem, perfazem 13 pontos, enquanto que se o oposto acontecer aos “militares”, a diferença pode ser de 13 pontos, difíceis de serem recuperados.

Tal como aconteceu na época passada, o mau início da presente época, como era de esperar, está na ordem do dia e das diversas interpretações, algumas delas de modo pejorativo, como forma de tentar atingir por baixo, a dignidade do clube.Um clube que por si e por Angola constitui uma das principais referências desportivas, conquistou por direito próprio o espaço no mosaico desportivo internacional, fundamentalmente no africano.

A massa associativa tem o direito de exigir as melhores performances à sua equipa. E os seus membros devem fazê-lo, cumprindo as normas da civilidade e da boa educação. Por outro lado, ao exaltarem os princípios do “fair play”, os adeptos não devem lançar ataques pessoais aos dirigentes, técnicos e atletas, seja por que motivo for, mesmo a contestarem algo errado, os adeptos devem fazê-lo em sede própria e com lisura e civismo. Os próximos dias podem ser frutíferos em novos desenvolvimentos relacionados com o clube central das Forças Armadas de Angola.

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