Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

O insucesso do Progresso

27 de Setembro, 2016
Contas feitas até antes da realização do jogo referente à 25ª jornada, o Progresso do Sambizanga ocupava a oitava posição do Girabola Zap com 31 pontos, fruto de seis vitórias, cinco derrotas e 13 empates, em que marcou 17 tentos e sofreu 18 golos.

Olhando para as derrotas (apenas cinco), o Progresso pode dar-se por feliz, porquanto no global, a equipa do Sambizanga só é superada no pódio onde o 1º de Agosto, Recreativo do Libolo e Petro de Luanda, consentiram respectivamente, três, duas e quatro derrotas.

Equivale a dizer que a equipa de Albano César, comparativamente às três equipas do topo da tabela classificativa, perdeu jogos numa razoabilidade em termos de margem quantitativa.

Transformadas em vitórias, as derrotas representavam 15 pontos, somados aos 31 conseguidos, totalizavam 56 pontos, e com este número de pontos claro está que o Progresso do Sambizanga a esta hora, estava a lutar pela conquista do título da presente edição do Girabola, jogado pela primeira vez com a chancela patrocinadora da Zap.

Porém, e porque apenas estamos a traçar um cenário hipotético, pouco mais temos a referir sobre isso, se atendermos que o desporto é algo concreto que não coabita com hipóteses, por estas não consubstanciarem nada em termos dos objectivos que só se alcancem com os resultados efectivados, e quanto melhor, na plenitude, pelo que tudo o resto fica à contas da imaginação.

E, por referência ao termo imaginação, anda por aí as pretensões do Progresso do Sambizanga, sobretudo, em relação a afirmação no contexto dos vencedores do Girabola por onde pudesse chegar de forma gradual, partir do quinto lugar que foi apontado pela direcção de Paixão Júnior como o ponto referencial de partida.

Por tudo aferido, no decurso do tempo em que Paixão Júnior está a frente dos destinos do mítico clube, com base originária na extinta Juventude Unida do Bairro Alfredo, (JUBA), está-se em presença de um nítido fracasso, em termos dos objectivos traçados para o período de mandado do economista que é o líder do Banco de Poupança e Crédito, uma das instituições patrocinadoras da equipa.

E, por esta altura, coloca-se a questão por via da qual procura-se compreender onde reside a falha do Progresso Associação do Sambizanga, clube considerado como “desafogado” do ponto de vista do cumprimento das obrigações financeiras, para com os seus funcionários?

Desprovidos de alguns elementos endógenos, que permitissem responder com substância à questão acima colocada, e porque nos interessa olhar os aspectos práticos competitivos, nota-se no Progresso do Sambizanga a ausência de muitas coisas que concorrem para a obtenção dos objectivos preconizados.

Uma delas, é a qualidade dos seus jogadores, que para nós é mediana, comparativamente, aos dos chamados “colossos”, sendo isto um factor de fraqueza para a concretização do ataque na conquista do campeonato que este ano, mais uma vez, não tem como acontecer.

Desde logo, saudamos a intenção apresentada em espécie de bandeira eleitoral por Paixão Júnior, a tal que iniciava do quinto lugar. de onde gradualmente o Progresso ia alcançar o melhor, num espaço razoável de tempo que se a memória não me falha, era de cinco anos.

Pelo andar das coisas, que se comparam a viatura que não engrena, pensamos que é altura da Direcção da equipa do Sambizanga reformular profundamente o seu plano de acção, procurar soluções viáveis para os problemas que impedem à concretização do que chamo plano do quinto lugar, que deve ser abandonado.
Carlos Calongo

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