Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

O nosso carto-de-visita

08 de Setembro, 2013
Este feito dos nossos basquetebolistas enche de orgulho qualquer cidadão nacional, independentemente da sua convicção religiosa ou partidária, e até serve de factor de unidade nacional, numa altura em que tudo está a ser feito para solidificação da paz em Angola.

Os 11 títulos que Angola ostenta em basquetebol, que creio ser inédito a nível do Mundo, pois em termos de campeonatos continentais nenhuma outra selecção de basquetebol, a nível mundial, tem tantos títulos quanto a nossa, torna-se, obrigatoriamente, um cartão-de-visita de Angola, porque este feito tem de ser comentado e discutido a nível mundial.

É digno de nota que, em 13 finais, Angola ganhou 11 e por duas vezes foi vice-campeã. Esta façanha começou em 1999 na Cidadela com jogadores como José Carlos Guimarães, Jean Jaques, Boneco, Aníbal Moreira, Ângelo Vitoriano, Zezé Assis, Paulo Macedo, Necas e outros, com Vitorino Cunha no comando técnico.

De lá para cá, com Mário Palma, o malogrado Valdemiro Romeiro, Ginguba e Lais Magalhães, como treinadores e com Herlânder Coimbra, Benjamim Romano, Avó, Vítor de Carvalho, Miguel Lutonda, Baduna, Olímpio Cipriano, Carlos Almeida, Carlos Morais, Armando Costa, Kikas, Abdel Bukar, e muitos outros, Angola foi varrendo tudo e todos para orgulho dos” mwangolés”.

Todas estas personagens mencionadas e outras merecem um tratamento de cinco estrelas, porque são eles quem nos representam condignamente. Os jogadores da Selecção Nacional de basquetebol são uns verdadeiros heróis e devem ser tratados como tal. Justificam o investimento que é feito com eles. Por ser a modalidade colectiva que mais frutos nos dá, penso que o Estado angolano deve investir mais nas camadas jovens para que este círculo vitorioso não termine repentinamente.

Não nos esqueçamos que a segunda selecção mais bem posicionada no ranking africano, o Egipto, tem apenas cinco títulos. Mas se não houver trabalho a sério nas camadas de formação, Angola pode ser superada. Mesmo que o Egipto não chegue aos 11 títulos, se Angola ficar muito tempo sem ganhar um campeonato perde a sua hegemonia a nível continental.

Além do mais, o facto de Angola estar sempre presente em jogos Olímpicos e Mundiais, fruto das vitórias a nível do continente, faz com que o nome de Angola seja levado muito longe. Quando um angolano se sentir perdido por este mundo fora pode simplesmente fazer um gesto de lançamento de bola e dizer: “Sou de Angola”. Assim, será fácil encontrar o caminho de regresso para casa, porque os nossos rapazes do basquetebol já se encarregaram de nos apresentar ao Mundo com as suas grandes conquistas.
AUGUSTO FERNANDES

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