Jornal dos Desportos

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Opinio

O nosso Girabola e a jornada meia-dzia

23 de Novembro, 2019
O regresso aos campos do Girabola Zap 2019/2020 é sempre motivo de regozijo e júbilo. Tudo porque o nosso campeonato de futebol proporciona o inflamar de paixões e o arrastar de multidões que, mesmo com orgulho ferido face as duas derrotas dos Palancas Negras na ronda dupla de qualificação ao Campeonato Africano das Nações (CAN) 2021 que se disputará nos Camarões, aí estão dispostos a continuar a vibrar.
Na verdade, o futebol nacional volta aos campos com a disputa da jornada uma dúzia, numa altura em que, terminado o primeiro terço da prova, alguns clubes preferiram rescindir com os seus treinadores e apostarem em outros.
Recentemente aconteceu nas hostes do Interclube, que afastou Bruno Ribeiro, embora o que se veiculou é que o mesmo tenha saído pelos próprios pés, agastado que estava pelos resultados menos bons, que uma equipa daquele calibre conseguia na prova.
Ao cabo de onze rondas disputadas, a prova tem proporcionado muitas coisas boas, com particular destaque a competitividade dos mais diversos contendores que, de forma desportiva gladiam-se, procurando, cada uma, obter vantagens e subir na tábua de classificação. O 1º de Agosto, nesta altura é o líder com 27 pontos, mas é seguido de perto pelo Petro de Luanda, com 26 e pela Académica do Lobito e o Recreativo do Libolo, ambas com 24 pontos.
Na jornada 12, que se disputa neste final de semana, o destino reservou o embate entre os militares do “rio seco” e o “búfalos” de Calulo. Um jogo interessante que pode fazer encostar, os libolenses do lugar cimeiro, em caso de vitória caseira.
Em contrapartida, o Petro de Luanda, galvanizado com a vitória na jornada passada sobre o seu arqui-rival, 1º de Agosto, defronta, na ronda o 1º de Maio de Benguela.
Um jogo igualmente difícil, mas a força anímica e a motivação adicional trazida da jornada passada, em que venceram os militares, pode proporcionar um factor multiplicador de forças para superar o seu adversário.
Os lobitangas da Académica, equipa sensação da prova, têm sabido interpretar os princípios de jogo e no capítulo competitivo, tirando os resultados possíveis e satisfatórios, para lhe galgar aos lugares cimeiros da prova.
Aliás, só assim se explica a campanha que tem vindo a fazer nesta temporada. Numa fase idêntica, na época passada, os “estudantes” do Lobito estavam numa posição mais abaixo. Hoje, no entanto, o quadro é diferente.
Com o jovem técnico Águas da Silva, a Académica do Lobito faz a sua história no Girabola Zap 2019/2020, tendo, ao cabo dessas 11 jornadas disputadas, assegurado quase que a sua manutenção entre os grandes do futebol nacional, que de resto tem sido as motivações das suas participações na prova. E bem haja para a turma lobitanga.
Em relação aos restantes concorrentes as coisas a partir de agora, afiguram-se serem cada vez mais difíceis, principalmente para os que estão abaixo da chamada linha d’água, nomeadamente Ferrovia do Huambo, Progresso do Sambizanga, 1º de Maio de Benguela e Santa Rita de Cássia do Uíge. Urge, por isso, que cada um destes conjuntos procure dar passos mais firmas nas jornadas vindouras.
Portanto, a luta continuará a ser renhida dada a competitividade que se assiste, mesmo com os clubes intervenientes a viverem imensas dificuldades, principalmente financeiras, a julgar pelos queixumes constantes. Vamos à bola! Morais Canãmua

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