Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

O pas dos amigalhaos

19 de Agosto, 2019
Foi recentemente anunciada a rescisão contratual do treinador Srdjan Vasilevic com a Federação Angolana de Futebol. Vassilevic era um técnico dos que se podia dar por feliz em Angola, porque “tinha boa imprensa”. Talvez por ser calado, exactamente oposto ao seu antecessor no cargo, o brasileiro Beto Bianchi, cujo “muito falar” foi imperdoavelmente indexado pelos medias.
Vasilevic e suas fraquezas passaram despercebidos. Seu maior feito foi a qualificação para o CAN do Egipto, prova em que a equipa nacional, quanto a mim, não mostrou futebol de jeito.
As cláusulas do contrato, hoje, distratadas entre o treinador e Federação, nunca foram trazidas ao sol. Falou-se em incumprimentos por parte da FAF, amplamente divulgados pela imprensa e redes sociais, porém, pode haver também incumprimentos da outra parte contratante, à propósito dos quais nada ou pouco se sabe. Provavelmente, porque não interessou aos jornalistas saber o que leva um treinador, com contrato vigente, a negar treinar uma selecção que disputa eliminatórias.
Os incumprimentos contratuais têm consequências sérias. Aqui, tentei comparar a actuação incidente dos jornalistas com o anterior seleccionador. Mas, são contas que um dia faremos!
Os jornalistas dizem sempre, ou aceitam dizê-lo, que a rescisão é amigável. Esta, do Vasilevic, não fugiu à norma. Todas as rescisões, por cá, são amigáveis, dos clubes à Federação. Oh, que incompreensível amizade!
Não estive na escola, o tempo suficiente para ser graduado, mas custa-me entender a intenção das instituições, em usarem o incauto jornalista para propalar as “rescisões amigáveis”. Se existem, é discutível.
Foi recentemente anunciada a rescisão contratual do treinador Srdjan Vasilevic com a Federação Angolana de Futebol. Vassilevic era um técnico dos que se podia dar por feliz em Angola, porque “tinha boa imprensa”. Talvez por ser calado, exactamente oposto ao seu antecessor no cargo, o brasileiro Beto Bianchi, cujo “muito falar” foi imperdoavelmente indexado pelos medias.
Vasilevic e suas fraquezas passaram despercebidos. Seu maior feito foi a qualificação para o CAN do Egipto, prova em que a equipa nacional, quanto a mim, não mostrou futebol de jeito.
As cláusulas do contrato, hoje, distratadas entre o treinador e Federação, nunca foram trazidas ao sol. Falou-se em incumprimentos por parte da FAF, amplamente divulgados pela imprensa e redes sociais, porém, pode haver também incumprimentos da outra parte contratante, à propósito dos quais nada ou pouco se sabe. Provavelmente, porque não interessou aos jornalistas saber o que leva um treinador, com contrato vigente, a negar treinar uma selecção que disputa eliminatórias.
Os incumprimentos contratuais têm consequências sérias. Aqui, tentei comparar a actuação incidente dos jornalistas com o anterior seleccionador. Mas, são contas que um dia faremos!
Os jornalistas dizem sempre, ou aceitam dizê-lo, que a rescisão é amigável. Esta, do Vasilevic, não fugiu à norma. Todas as rescisões, por cá, são amigáveis, dos clubes à Federação. Oh, que incompreensível amizade!
Não estive na escola, o tempo suficiente para ser graduado, mas custa-me entender a intenção das instituições, em usarem o incauto jornalista para propalar as “rescisões amigáveis”. Se existem, é discutível.
Silva Cacuti

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