Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

O pedido dos leitores

14 de Setembro, 2013
O pedido de que se fala tem a ver com uma solicitação que nos foi dirigida por um grupo de leitores que dizem apreciar os nossos escritos.
Os amigos leitores pediram que nos pronunciássemos em relação ao momento actual do 1º de Agosto que no presente Girabola é segundo classificado, com menos doze pontos que o líder invicto, e eventual campeão, Kaburscorp do Palanca.

Fizeram questão de pedir também uma análise ao facto de Romeu Filémon ter sido “chicoteado” depois de uma vitória moralizadora diante do arqui-rival Petro de Luanda.

Percebemos que a razão evocada no parágrafo precedente tem com antítese, o facto de o actual técnico, Daúto Faquirá, para além de não conseguir melhorar a classificação em que encontrou o clube, permitiu que o Kaburscorp do Palanca abrisse uma vantagem de mais seis pontos, totalizando doze, contados por altura da elaboração deste texto. Sem qualquer sentimento em sermos boca de aluguer e conscientes que muitos não irão gostar da nossa análise, o que é normal, aceitamos o pedido para debitar o que pensamos sobre o assunto.

Em primeira instância, gostaríamos de dizer que uma vitória da equipa do Palanca pode provocar estragos na “trincheira militar”. Se ganhar o campeonato, a equipa de Bento Kangamba conquista o primeiro título da sua história, enquanto o clube militar somará sete épocas sem ganhar.

Seguindo a lógica que vem sendo usada no clube do Rio Seco de um tempo a esta parte, talvez mais um técnico seja afastado antes de cumprir o contrato até ao fim. Por arrasto, poderá ser dispersado algum montante financeiro para indemnização que é, como dizer, receber sem trabalhar.Não podemos, portanto, deixar de pensar que muito do dinheiro que tem sido “perdido” em indemnizações, quase sempre pelas mesmas razões (não ganhar o Girabola), dava um bom jeito na formação dos talentos que vão faltando não só na equipa militar como noutras agremiações, e que no fundo são uma das causas do insucesso desportivo. Discutir o assunto nesta amplitude é, pensamos, bem mais salutar que as questões dos seis ou doze pontos que quer Romeu Filemon quer Daúto Faquirá “devem” ao Kaburscorp. Procurando ser mais sintéticos e directos na abordagem do assunto que sustenta o pedido dos leitores, achamos não haver comparação possível entre o 1º de Agosto da era Romeu Filémon e Daúto Faquirá.

É claro que nestas coisas de análises comparativas corre-se o risco de entrar no subjectivismo. Todavia, se Romeu Filemon fez o que o fez, com uma equipa em que praticamente as funções de ponta-de-lança eram atribuídas a David (e atenção que não é ponta-de-lança de facto), claro está que os golos tardavam a aparecer e daí a dificuldades na conquista das vitórias necessárias para ultrapassar os seis pontos que tinha de desvantagem em relação ao líder.

Por conseguinte, se todas as condições solicitadas foram, eventualmente, postas à disposição de Daúto Faquirá (o que não sabemos), pelo menos a diminuição da diferença pontual seria o primeiro objectivos da mudança de treinador.

Logo, a situação é muito mais profunda, pelo que a abordagem deve continuar, proximamente.

Carlos Calongo

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