Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

O Petro e a sua crise

23 de Setembro, 2019
Cada mau resultado do Petro de Luanda tem sido razão para os adeptos procurarem \"sacrificar\" alguém. Um dia é o treinador outro são os jogadores. Nos últimos dias o preferido tem sido o seu presidente. Tomás Faria tornou-se no alvo a bater. Querem-no os adeptos fora do clube a todo custo. Objectivamente qual é a sua responsabilidade?
Deixou de colocar condições à disposição dos jogadores e do treinador? Tem recursos financeiros para disputar títulos com o 1° de Agosto e não o faz?
Podíamos destilar um monte de perguntas a ver qual é a dimensão da sua responsabilidade. De todo modo, é um exercício escusado. Primeiro, os clubes e as equipas de futebol têm um ciclo. Segundo, quem tem mais recursos financeiros, em teoria, tem mais possibilidades de conquistar títulos. O maior problema dos adeptos do Petro (é inevitável) está na comparação que fazem hoje com o 1º de Agosto. Contudo, se recuarmos no tempo, veremos que o Petro de Luanda fez igual. Tinha mais recursos financeiros e absorvia os melhores, no futebol como noutras modalidades. Foi assim que se tornou senhor do andebol feminino em Angola e no continente. No basquetebol e no futebol, tendo conquistado quinze títulos mais do que qualquer outro clube. O Recreativo do Libolo, à parte os truques da arbitragem, chegou e conquistou títulos, no futebol como no basquetebol.Por conta e magia do dinheiro. Ou seja, os recursos financeiros são determinantes. No caso do 1° de Agosto tem sido inteligente da parte do seu presidente quando investe na formação, buscando os melhores treinadores para este escalão. A qualidade da formação mais um ou outro que vai contratando oferecem os actuais resultados. O domínio dos militares tem sido extensivo a outras modalidades. Por conta do dinheiro e da vontade do seu presidente em fazer do seu clube o maior de Angola, e um dos melhores de África. Não apenas no que aos resultados desportivos diz respeito mais também em infraestruturas. É coisa que o Petro não fez no passado, apesar de todos os milhões que ostentava. Nesta altura nao tem capacidade material para disputar palmo a palmo com o 1° de Agosto. A única equipa com essa possibilidade é o Interclube, que inexplicadamente não o faz. Do exposto, fica a ideia de que sacrificar Tomás Faria seria masoquismo. Não será isso que vai resolver o problema do Perto de Luanda.O Petro de Luanda precisa de dinheiro e tempo para chegar aos pés do 1°de Agosto, pois no meio da pressão está subjacente a rivalidade e os resultados do arqui-rival. Se fosse o Libolo, a coisa teria outra dimensão. Tratando se do 1º de Agosto, a tampa dos adeptos tricolor salta logo no primeiro grau centígrado. Não devia ser assim.Olhem para o futebol em Portugal quem domina hoje é o Sport Lisboa e Benfica. Forma mais e tem mais recursos. Acabou a época do Porto. Vamos para a Inglaterra, assistimos a mesma coisa. Manchester United, Chelsea e Arsenal vivem dias complicados. Acontece também em Espanha com o \"senhor Liga dos Campeões\" ou seja, Real Madrid. O tempo está repartido em estações. Ou seja, há ciclo para cada uma das equipas.
Cada mau resultado do Petro de Luanda tem sido razão para os adeptos procurarem \"sacrificar\" alguém. Um dia é o treinador outro são os jogadores. Nos últimos dias o preferido tem sido o seu presidente. Tomás Faria tornou-se no alvo a bater. Querem-no os adeptos fora do clube a todo custo. Objectivamente qual é a sua responsabilidade?
Deixou de colocar condições à disposição dos jogadores e do treinador? Tem recursos financeiros para disputar títulos com o 1° de Agosto e não o faz?
Podíamos destilar um monte de perguntas a ver qual é a dimensão da sua responsabilidade. De todo modo, é um exercício escusado. Primeiro, os clubes e as equipas de futebol têm um ciclo. Segundo, quem tem mais recursos financeiros, em teoria, tem mais possibilidades de conquistar títulos. O maior problema dos adeptos do Petro (é inevitável) está na comparação que fazem hoje com o 1º de Agosto. Contudo, se recuarmos no tempo, veremos que o Petro de Luanda fez igual. Tinha mais recursos financeiros e absorvia os melhores, no futebol como noutras modalidades. Foi assim que se tornou senhor do andebol feminino em Angola e no continente. No basquetebol e no futebol, tendo conquistado quinze títulos mais do que qualquer outro clube. O Recreativo do Libolo, à parte os truques da arbitragem, chegou e conquistou títulos, no futebol como no basquetebol.Por conta e magia do dinheiro. Ou seja, os recursos financeiros são determinantes. No caso do 1° de Agosto tem sido inteligente da parte do seu presidente quando investe na formação, buscando os melhores treinadores para este escalão. A qualidade da formação mais um ou outro que vai contratando oferecem os actuais resultados. O domínio dos militares tem sido extensivo a outras modalidades. Por conta do dinheiro e da vontade do seu presidente em fazer do seu clube o maior de Angola, e um dos melhores de África. Não apenas no que aos resultados desportivos diz respeito mais também em infraestruturas. É coisa que o Petro não fez no passado, apesar de todos os milhões que ostentava. Nesta altura nao tem capacidade material para disputar palmo a palmo com o 1° de Agosto. A única equipa com essa possibilidade é o Interclube, que inexplicadamente não o faz. Do exposto, fica a ideia de que sacrificar Tomás Faria seria masoquismo. Não será isso que vai resolver o problema do Perto de Luanda.O Petro de Luanda precisa de dinheiro e tempo para chegar aos pés do 1°de Agosto, pois no meio da pressão está subjacente a rivalidade e os resultados do arqui-rival. Se fosse o Libolo, a coisa teria outra dimensão. Tratando se do 1º de Agosto, a tampa dos adeptos tricolor salta logo no primeiro grau centígrado. Não devia ser assim.Olhem para o futebol em Portugal quem domina hoje é o Sport Lisboa e Benfica. Forma mais e tem mais recursos. Acabou a época do Porto. Vamos para a Inglaterra, assistimos a mesma coisa. Manchester United, Chelsea e Arsenal vivem dias complicados. Acontece também em Espanha com o \"senhor Liga dos Campeões\" ou seja, Real Madrid. O tempo está repartido em estações. Ou seja, há ciclo para cada uma das equipas.

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