Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

O preo da emoo

06 de Maio, 2019
Não vi pecado nenhum, quando Bento Kangamba fez a sua aventura de ir buscar Rivaldo. Não vi, quer dizer achei que dessa operação pudesse resultar nalguma valia para o clube do Palanca. Rodeado que andava de todo tipo de pessoas, achei que alguém tivesse feito um plano de marketing. Não apenas com vista a engrandecer o nome do seu clube, mas também pensando facturar com o merchandising, assim como fazem outros. Quando vi, no entanto, que a apresentação do jogador não foi seguido de acções de marketing, pus as mãos à cabeça. O valor me deixou ainda mais boquiaberto. Estávamos em presença de um amadorismo e desperdiço, que só cabe na cabeça de uns poucos. Dos tais, cujo dinheiro nunca lhes exigiu sacrifícios à dimensão de uma zungueira, que anda da Boavista até a Mutamba a pé. Além das minhas opiniões públicas na Zimbo, fui discutindo com os meus botões. Como era possível gastar um milhão de dólares e não ter nada em troca. Como podia uma pessoa esclarecida entrar em transe e gastar, num abrir e fechar de olhos, um milhão. Resultado: o Kabuscorp do Palanca não ganhou a imagem internacional que perseguia, contentou-se com um título do Girabola Zap e agora tem a corda no pescoço. É uma vergonha para o Kabuscorp do Palanca e todo o futebol nacional. É uma publicidade nociva ao futebol nacional. Não duvido nada, que os brasileiros possam fazer comentários negativos, quando virem os Palanquinhas no Mundial de Sub-20. O futebol é uma indústria meus senhores. Ponham isso na cabeça. Exige pessoas formadas para cada área. Não digam fui jogador, logo posso trabalhar neste ou naquela área. É preciso uma formação. Não basta a simples vontade de querer. Quem gosta do futebol precisa juntar uma formação em gestão. Se não tem tempo nem vontade, seja apenas dono mas não o gestor, porque lhe falta competência técnica para decidir de modo racional. É tudo isso que falta e faltou ao dono e presidente do Kabuscorp do Palanca. Se quiser evitar então um escândalo, vai ter de desembolsar os valores. E como não é o primeiro nem único que deve receber dinheiro, vamos assistir a uma procissão. Queixas atrás de queixas. É o preço da emoção. Teixeira Cândido

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