Jornal dos Desportos

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Opinio

O rbitro \"suspeito\" e a seleco de Sub-17

02 de Maio, 2017
Gostaria de hoje estar aqui a comentar a \"boca\", no bom sentido, levantada pelo treinador do ASA, João Machado. Porque disse, antes do seu afastamento por telefone ( isso faz-se? chicotada por telefone?) haver por aí um árbitro que prejudicou a sua equipa só porque o presidente do clube aviador rejeitou um pedido do homem do \"apito\". É muito grave. E isso exige investigação funda ao redor do \"suspeito\".

Prefiro não falar disso. Porque até hoje não se sabe nada da denúncia levantada há dois anos pelo presidente do Caála, Horácio Mosquito, que até, na altura, disse ter havido um outro homem do apito que o abordou com pedidos e facilitar assim a sua equipa.

Da federação, dos órgãos policiais e procuradoria nada... é público! A \"culpa\" está a morrer solteira. Podia elogiar aqui o Sagrada com alto brilho diamantífero da liderança ou do 1º de Agosto no encalço deles. Nem do Petro e Kabuscorp que não estiveram em grande na jornada. Verdade ou mentira?...

Vale a pena é falar aqui a favor dos nossos Sub-17 e , desde já, não sei se estes nossos rapazes têm pernas e futebol suficiente para irem ao Campeonato Africano das Nações (CAN) no Gabão fazer furor e, consequentemente, garantir o passaporte para o Campeonato do Mundo da categoria que, depois, acontecerá na Índia. Também orgulhosamente bati palmas quando os nossos rapazes, nascidos até 1 de Janeiro do ano 2000, conseguiram a qualificação para a fase final do Gabão. Agora tudo o que eu desejo, pelo menos na abordagem dos jogos lá, é sucesso atrás de sucesso.

Acredito, e não pode ser de outra forma, ser também o fim perseguido pelo corpo técnico da selecção que, por estes dias, continua em busca da equipa ideal que pretende levar este mês ao Gabão novo palco em que se disputará o campeonato depois que a Confederação Africana retirou a Madagáscar a organização da prova.

A presença de Angola neste campeonato é , a meu ver, resultados do projectos para revolução técnica iniciada já na era de Justino Fernandes e, depois, continuado por com Pedro Neto, que, enquanto presidentes, apostaram fortemente em projectos pilotos para as selecções de Sub-15 e de Sub-17.

O apuramento foi, na minha opinião, resultado deste longo trabalho. Vale assim aplaudir esta que será a terceira presença da selecção de Sub-17 de Angola num CAN da categoria, depois da primeira aparição em 1997, no Botswana, e em 1999, na Guiné Conacry. Como será então esta terceira participação? Os nossos rapazes têm realizado preparação suficiente, no sentido de protagonizarem uma participação exitosa no início do grupo B, com o Mali, campeão em título, República do Congo e o Níger?
António Félix

Já ouvi o técnico Simão Coxe \" Languinha a garantir que a equipa está a evoluir bem e que vai melhorar onde ainda há aspectos a limar. Questões técnicas são para os treinadores e a sua rapaziada. Fora isto, eu acho que se a qualificação aumentaram as nossas responsabilidades enquanto país participante na prova, então devemos unir-nos e proporcionar os meios e as condições necessárias para um desempenho positivo dos nossos rapazes no CAN.

Mesmo que não se tenha tornado hábito regular participarmos nas fases finais do CAN de Sub-17, espero que, desta vez, no Gabão, melhoremos significativamente. O seleccionador nacional de futebol, Simão Coxe desde que recebeu as rédeas da selecção de Sub-17 apenas mereceu da Federação Angolana de Futebol garantias verbais porque dinheiro não houve para um condigno estágio no estrangeiro pelo menos. E assim não sei o que se lhe poderá ser exigido em caso de baixa prestação.

Não vi o técnico a viajar para fora do país. Só sei que quando a direcção da Federação Angolana de Futebol apresentou ao País o técnico sublinhou que o mesmo fica à frente com fortes apoios porque as autoridades desportivas e financeiras da nossa terra disponibilizariam, a tempo, o orçamento que apresentou para o CAN, no sentido de honrar e garantir boa preparação da selecção.

Eu acho que, apesar do aperto financeiro, mesmo a direcção do Ministério da Juventude e Desportos deve fazer um esforço para ter valores disponibilizado e orientar a Federação Angolana de Futebol a gerir com inteira responsabilidade orçamento para uma boa campanha no Gabão.As duas instituições, em conjunto, se assim procederem acautelarão factores que possam eventualmente estar na base da eliminação prematura no CAN, no Gabão, uma prova para a qual todos os adeptos emprestam muita sua simpatia e apoio psicológico aos nossos rapazes a fim de terem desempenho de aplaudir.

Quando todos contribuem da mesma maneira para a mesma causa, as coisas nunca correm mal. No dia em que Angola conseguiu a qualificação muita gente sublinhou que \"valeu todo o sacrifício\" que a selecção teve ao longo da campanha, porque o objectivo era vencer jogos, ultrapassar eliminatórias e garantir a tão desejada boa participação/competitividade na fase final.

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