Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

O real papel do gestor desportivo

15 de Julho, 2019
As funções de um gestor desportivo não são mais do que as funções de um gestor de empresas, adaptadas e ajustadas às particularidades de um clube ou federação desportiva, que está condicionada pela especificidade da actividade que se desenvolve, no seio das referidas agremiações desportivas.
Porém, o gestor desportivo deve carregar consigo todos os aspectos técnicos envolvidos na gestão profissional, sem jamais abrir mão das características primordiais do desporto, que são a emoção e a paixão!
Aliado a tudo isso, um gestor desportivo de facto e jure, deve fazer da inovação, criatividade e espírito analítico, uma postura e atitude que penetre e se propague, permitindo que se tenha uma visão de futuro mais ampla por meio de um diferencial, criando novas oportunidades competitivas e garantindo o seu espaço no mercado.
No desempenho das suas funções, os gestores desportivos deverão ter especial atenção a 4 pontos-chave, através dos quais se poderá avaliar o seu desempenho.
Estes pontos são: Planeamento Estratégico, Gestão de Recursos Humanos, Planeamento Financeiro e Gestão dos Sistemas de Informação.
E deve-se valer também de três principais componentes, que são nomeadamente a vertente técnica, científica e sociocultural.
Para além da função de gestão, os gestores acumulam com frequência a função de direcção, que é mais ampla e pressupõe uma formação empresarial mais profunda.
Sem dar o benefício da dúvida, aposto que, na actual realidade desportiva nacional, temos gestores desportivos de “fato e gravata”, que não estão dispostos a vestir o “fato-macaco”!
Um gestor desportivo deve criar um sistema de comunicação eficaz e eficiente entre todas as partes envolvidas, partilhando informações, estruturando a organização do ambiente e o armazenamento de dados.
Por exemplo, o gestor desportivo deve entrar numa reunião com as suas próprias ideias e sair da referida reunião com as ideias de todos os participantes.
É fundamental que actue adoptando uma posição de liderança, engajando a sua equipa de colaboradores a entregar resultados e não apenas realizar o cumprimento de ordens, além de interagir de maneira clara e objectiva com os \"players\" de mercado.
É extremamente importante, que o gestor desportivo conheça e estude o seu mercado, dando-lhe assim a possibilidade de analisar o ambiente em que está inserido, identificando as tendências e prevendo os impactos no negócios através do desporto, estabelecendo uma estrutura para assegurar o alcance das metas e dos objectivos traçados.
Para tanto, ele deve utilizar ferramentas e índices que permitam acompanhamento, avaliação, correcção e a precisão de resultados, desenvolvendo actividades, que vão além de satisfazer as expectativas e necessidades do consumidor do desporto.
Já há algum tempo que o desporto deixou de ser apenas um \"jogo\", para se transformar em um negócio. E diga-se em abono da verdade, um grande e rentável negócio. E como em todos os negócios, a constante modernização e sofisticação da indústria em que está inserido, cria a necessidade de uma formação contínua e específica, que ajuste os conhecimentos à realidade.
Porém, os gestores desportivos, não devem se esquecer que o desporto na actualidade, além de uma grande e lucrativa indústria, continua sendo uma actividade de lazer, recreação, saúde, educação e inclusão social. É cada vez maior o incentivo por diversos sectores da sociedade, nas iniciativas que promovam o crescimento e a cidadania por meio da prática desportiva.
Agora, no que diz respeito a gestão desportiva propriamente exercida no país, já deu para perceber que o mesmo sente uma necessidade crescente de uma assessoria ampla e competente, que só poderá ser ofertada por gestores de excelência, capazes de relacionar com as mais variadas e modernas técnicas de gestão.
Zongo Fernando dos Santos

Últimas Opinies

  • 14 de Dezembro, 2019

    Dcimo lugar reflecte sentido do dever cumprido

    O décimo-quinto lugar conseguido na 24ª edição do Campeonato do Mundo disputado na cidade japonesa de Kumamoto, melhorando o 19º conquistado há dois anos, na Alemanha, constitui uma safra boa.

    Ler mais »

  • 14 de Dezembro, 2019

    Cartas dos Leitores

    Os nossos atletas estão a corresponder com aquilo que nós almejamos, tentar fazer sempre o nosso melhor, no sentido de disputarmos um campeonato tranquilo para que consigamos, também, na parte final do campeonato, termos essa tranquilidade e a permanência assegurada.

    Ler mais »

  • 14 de Dezembro, 2019

    Quem salva o ASA

    Campeão das edições do Campeonato Nacional de Futebol da I Divisão de 2002, 2003 e de 2004, respectivamente, o Atlético Sport Aviação (ASA), um clube cuja existência remonta desde o longínquo 1 de Abril de 1953, corre o risco de extinguir a sua equipa principal.

    Ler mais »

  • 12 de Dezembro, 2019

    Vale a pena continuar a acreditar nos nossos representantes?

    A caminho da terceira jornada, os dois representantes angolanos na fase de grupos de Liga do  Campeões Africanos, continuam a decepcionar. Na primeira jornada, os militares perderam dois preciosos pontos na recepção aos zambianos do Zesco United, enquanto os petrolíferos foram goleados por três bolas a zero em casa do Mamelodi Sundowns da África do Sul.

    Ler mais »

  • 12 de Dezembro, 2019

    Manter a esperana apesar do mau comeo

    Realizadas as duas primeiras jornadas da Liga dos Campeões Africanos, em que estão envolvidas, em representação de Angola, o Clube Desportivo 1º de Agosto e o Atlético Petróleos de Luanda, reservo-me ao direito de expressar o que penso sobre o desempenho das equipas angolanas, que considero ser deficitário não só em termos dos resultados, mas também da qualidade do futebol apresentado.

    Ler mais »

Ver todas »