Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio
por AUGUSTO FERNANDES

O resgate da hegemonia

24 de Novembro, 2016
De 26 de Novembro a 07 de Dezembro, o país organiza o 22º campeonato Africano de Andebol seniores feminino, pela segunda vez no seu historial, depois de o ter feito em 1985.Nesse ano, Angola organizou o campeonato, mas perdeu para o Congo, que é actualmente a segunda selecção mais titulada do continente com quatro títulos, seguida pelas tunisinas com três campeonatos ganhos.

O grande objectivo da direcção, corpo técnico, jogadoras e o público angolano de organizar este campeonato, é apenas um: vencer pela 12ª vez o torneio e resgatar a hegemonia do andebol feminino em África.Para o feito, Pedro Godinho que é o número um do andebol angolano, e seus pares, já colocaram a maquina organizativa em acção, contam com cerca de 80 milhões (dos 120 previstos) para organizar exemplarmente o campeonato.

As nossas meninas de “luxo” encontram-se a estagiar em Gaia, Portugal, com todas as condições (segundo a direcção da referida direcção), tudo está a ser feito para que a nossa equipa vença o certame.Actualmente na 17ª sétima posição do ranking Mundial, com 13 participações em Mundiais e cinco participações em jogos olímpicos, aliados ao brilharete patenteado nos jogos Olímpicos do Rio 2016 em que ocupou o oitavo lugar, as angolanas têm a obrigação de vencer este campeonato. Se por um lado o histórico das angolanas obriga a vencer o torneio, por outro, é necessário colocar à disposição do grupo, as condições ideiais para que se consuma o grande objectivo de toda a família desportiva Angolana.

Em função do velho adágio popular, que “saco vazio não fica em pé”, apesar da crise económica que assola o pais, todos os homens de boa vontade devem contribuir com um pouco do seu bolso, assim como muitos têm feito quando patrocinam eventos para eleições de Misses, festivais de música, e assim por diante.

Desde a primeira edição em 1974 em Túnis, as selecções mais medalhadas, são: Angola com 11 medalhas de ouro, uma de prata e duas de bronze, que perfaz 14 medalhas. O Congo tem 4 de ouro, 4 de prata e 5 de bronze, totaliza 13, e a Tunísia tem 3 de ouro, 4 de prata e 2 de bronze.Em função do histórico, pode dizer -se que temos três potenciais candidatos ao título, a Tunísia que venceu o último campeonato em 2014, é a selecção que mais sombra pode fazer à nossa selecção.No entanto, a Costa do marfim é quarta classificada em termos de medalhas conquistadas, não pode ser posta de fora, no que toca à luta pelo título. As camaronesas também vêm cá para dar luta.

As tunisinas vêm desfalcadas da melhor jogadora, que está lesionada e não vai a tempo de recuperar-se para a competição, em Luanda. Boas notícias para nós. Mas como o fair - pley fala mais alto nestas situações, desejamos rápidas melhoras à atleta tunisina Isso implica dizer, que Filipe Cruz e as meninas não devem dormir debaixo da sombra do favoritismo, que é atribuído pelo factor casa. Devem entrar com determinação em cada jogo, e encarar como autênticas finais.

Não nos esqueçamos, que Angola domina o andebol feminino em África, especialmente, a nível de clubes. Só o Petro de Luanda tem cerca de 19 títulos conquistados, o 1º de Agosto é a nova força da modalidade.Por outro, lado achamos que as nossas jogadoras mereciam estagiar num país, mais tradicional ao nível do andebol mundial, como por exemplo, na Noruega, Dinamarca ou mesmo na Rússia, porque podia ser muito mais proveitoso.Agora , o mais importante é criar as condições, desde a logística à segurança policial, para que o pais organize exemplarmente o campeonato e que a nossa selecção seja a melhor do torneio, para o resgate da coroa que foi “roubada” em 2014.

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