Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

O segundo pecado da FAF

19 de Agosto, 2019
A direcção de Artur Almeida e Silva acaba de cometer o segundo pecado, na gestão dos destinos da Federação Angolana de Futebol(FAF). O primeiro, assenta na desorganização que já a caracteriza. O que se assistiu no CAN do Egipto, foi o epicentro da desorganização. Uma selecção, motivada para fazer uma boa prova, não foi capaz, porque a direcção da FAF não preparou as condições mínimas para o efeito. No terreno da competição, a FAF ainda brindou os adeptos do futebol nacional, com uma situação anedótica. Primeiro, acertou dias antes, com a Federação Sul Africana de Futebol, um amistoso e 24 horas antes desmarcou. Afinal, a direcção da FAF não tinha acertado com o seleccionador nacional esta pretensão. Os Sul africanos reagiram, negativamente, à falta de seriedade da sua similar. Não satisfeita, a Federação Angolana de Futebol ainda protagonizou um filme de Tom e Jerry. Ou seja, incapaz de honrar os seus compromissos com os jogadores e a equipa técnica, tentou imputar a responsabilidade do mau clima do balneário, à imprensa. Alguns de nós (\"jornalistas\"), patrocinamos a brincadeira da FAF. No final da competição, as declarações do extremo Djalma Campos acabaram por confirmar tudo, o que já se sabia: a direcção da FAF estava desorganizada. Sem antes dar uma explicação, sobre o cocktail de problemas que protagonizou no Egipto, manteve a arrogância e por conta disso, o então seleccionador não aceitou orientar os Palancas Negras no CHAN. Resultado: eliminados do CHAN e com centenas de dólares deitados ao lixo. E, quando se esperava que a direcção de Artur Almeida fosse baixar a guarda, procurar (sabe-se lá como e onde) recuperar a sua imagem e dar um rumo diferente as coisas, eis, que nos apresenta um comunicado, a anunciar a rescisão \"amigável\" com o seleccionador, ignorando todos os apelos dos jogadores e da sociedade adepta do futebol, para manter o treinador. Como podia rescindir, amigavelmente, se existia um conjunto de problemas com o treinador, resultante, sobretudo, da sua desorganização e falta de seriedade? Seria alguma surpresa se os Palancas Negras não fossem capazes de se qualificar ao próximo CAN, ou chegar longe nas eliminatórias para o Mundial? Reitero, é necessário que as Associações e os clubes mostrem que se importam com a modalidade, em particular o órgão gestor. É uma questão de respeito para com quem lhes dedica alguma atenção, no meio de tantas preocupações sociais e económicas. Façam alguma coisa, senhores do Futebol!. Pior do que está, não pode descer mais.
Teixeira Cândido

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