Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

O seu a seu dono

03 de Outubro, 2013
No meio da “embriagues” que o país vive em função da revalidação do título de campeã africana pela Selecção Nacional de basquetebol sénior feminina, em Maputo (Moçambique), alguns adeptos do 1º de Agosto, ao contrário dos membros da direcção do clube, estão cobertos de razão quando, depois da derrota da equipa de futebol do seu clube (2-0) frente ao Petro de Luanda, domingo passado no Estádio 11 de Novembro, consideraram que o Kabuskorp do Palanca, que na véspera venceu (2-1) o Sagrada Esperança, é já o campeão do Girabolade de 2013.

Na actual fase em que faltam cinco jogos para o fim do campeonato, não nos passa pela cabeça que o líder Kabuskorp do Palanca (61), com mais treze pontos que o segundo classificado, o 1º de Agosto (48), não consiga amealhar os dois pontos necessários, para abrir o champanhe e encomendar as faixas de campeão nacional, facto que acontecerá pela primeira vez na história do clube.

Nos meios futebolísticos nacionais, começam a surgir comentários que, de forma antecipada, colocam em causa a verdade desportiva, pelo facto de o líder, no próximo fim-de-semana se deslocar a Benguela ao encontro do aflito 1º de Maio, clube que no início da época recebeu alguma contribuição financeira do proprietário da agremiação do bairro do Palanca, Bento Kangamba, que ajudou os “proletários” a contornarem as dificuldades que assolavam a equipa de futebol. Será que mesmo na condição aflitiva em que o 1º de Maio se encontra, vai imperar o princípio segundo o qual “uma mão lava a outra e as duas lavam o rosto”?

Noves fora o facto de o calendário, não só do principal aspirante a campeão nacional, mas de todas as equipas, inscrever 5 encontros considerados de “alto risco”, é certo que nesta fase em que se começam a fazer as contas finais, qualquer equipa vai encarar os jogos como autênticas finais.

Uma vez que constitui um dado adquirido que a questão do título está quase consumada, aliado ao facto de a Confederação Africana de Futebol (CAF) permitir que na próxima época Angola participe com duas equipas na Liga dos Clubes Campeões e duas da Taça CAF, o despique pela conquista das segunda e terceira posições, transformou-se também num dos polos de atracção dos amantes da modalidade. Para além do terceiro classificado, o outro representante angolano nas competições africanas é o vencedor da Taça de Angola, que participa na Taça da Confederação.

No fundo da tabela, o despique apresenta-se igualmente interessante, pois a constante alternância nas posições, a partir do nono colocado, o Progresso do Sambizanga (quem diria?), assim confirma. Estão nessa condição, além dos “sambilas” (29 pontos), o Recreativo da Caála (29), 1º de Maio (25), Porcelana (25), ASA (23), Benfica de Luanda (22), Atlético do Namibe (20) e Santos FC (20).

O Kabuskorp do Palanca, que ao cabo de 25 jornadas, mantém a invencibilidade, desloca-se no próximo fim-de-semana a Benguela, para defrontar o 1º de Maio local, num confronto aguardado com bastante expectativa. Para além das suspeitas, que, como fizemos referência, estão a surgir, esse confronto tem o condão acabar com a invencibilidade da formação do Palanca.

Assim, em consequência dos últimos desenvolvimentos, principalmente no que diz respeito às equipas que lutam pela não despromoção, é de prever que a competição, que atingiu a sua fase crucial, ainda pode provocar algumas surpresas, a julgar pela indefinição que se observa em relação aos objectivos traçados pela maioria das equipas.

Nunca é demais enfatizar que é importante que a direcção do Concelho Central de Árbitros de Futebol (CCAF) seja mais criteriosa na nomeação dos seus filiados, como forma de se evitarem os comentários que se ouvem, em função de alguns “casos” protagonizados (?) pelos homens do apito. Nesse particular, é justo louvar o facto de, na jornada do passado fim-de-semana, ao contrário do que tem sido hábito, não se ter registado nenhum comentário em desabono ao trabalho efectuado pelos árbitros, de nenhum agente directo ou indirecto do espectáculo da bola.
Leonel Libório

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