Jornal dos Desportos

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Opinio

O silncio da federao!

21 de Julho, 2017
A menos de 24h00 para a realização da final do Campeonato Africano da Nações de basquetebol masculino, na categoria de Sub-16, prova que decorre nas Ilhas Maurícias, os amantes da \"bola ao cesto\" e não só, continuam a espera das explicações da direcção da Federação Angolana de Basquetebol (FAB), na pessoa do seu presidente, Helder Martins da Cruz \"Maneda\", que prometeu falar em conferência de imprensa, sobre os motivos que estiveram na base da ausência da Selecção Nacional na fase final da aludida competição.

Contra todas as expectativas, a direcção da FAB decidiu vetar a participação do cinco nacional na fase final do Campeonato Africano das Nações de Sub-16, alegadamente, por ter sido detectado no seio do grupo, liderado na altura pelo técnico Ricardo Rodrigues, dois atletas com idades adulteradas.

Ora, depois do brilharete que Angola deu nos últimos anos, em que conquistou nada mais, nada menos, do que dois títulos africanos nos escalões de formação, sendo um em Sub-16 e, outro, em Sub-18, e, por via disso, duas participações em fases finais de Campeonatos do Mundo, de Sub-17 e Sub-19, respectivamente, terminando com um hiato de mais de vinte anos, era pouco crível que o actual elenco federativo, encabeçado por Helder Martins da Cruz \"Maneda\" fosse colocar o basquetebol jovem angolano fora do convívio dos melhores a nível do continente berço da humanidade.

Pior do isso, é ficar-se até ao momento, sem saber, os reais motivos que estiveram na base da ausência da Selecção Nacional na fase final do Afrobasket das Ilhas Maurícias. A tão anunciada conferência de imprensa continua sem data marcada, e pelo andar da carruagem será colocada certamente no esquecimento.

Entretanto, nos bastidores, fala-se na falta de verbas, como sendo a razão que fez com que Angola falhasse à fase final do Afrobasket da categoria, informação que no entanto, contrasta com àquela que Helder Martins da Cruz \"Maneda\" avançou diante da equipa técnica.
Ao que se sabe é que, a direcção da Federação Angolana de Basquetebol se apegou nos dois casos de adulteração de idades, para afastar o cinco nacional na aludida prova, quando na verdade, poderia se optar em se chamar outros dois atletas para se preencher os lugares e, consequentemente, a selecção marcar presença na maior cimeira desportiva africana a nível da \"bola ao cesto\".

Não sendo a crise financeira que assola o país, resultante da queda do preço do barril do petróleo no mercado internacional, um fenómeno novo, a direcção do órgão reitor da modalidade poderia perfeitamente ter acautelado a presença do cinco nacional do Afrobasket das Ilhas Maurícias.

Aliás, o ministério da Juventude e Desportos (Minjud), ainda no consolado de Gonçalves Manuel Muamdumba, havia alertado em 2014 às federações nacionais sobre a necessidade de se procurar parceiros privados para se colmatar os cortes orçamentais que vinham do Executivo Angolano, por via do Minjud.

Os actuais membros de direcção da federação angolana da modalidade decidiram ignorar completamente esta directriz e, como consequência, os amantes da \"bola ao cesto\" viram a sua selecção fora do Afrobasket 2017. Helder Martins da Cruz \"Maneda\" e os seus colaboradores estavam mais interessados em trazer para Angola à fase final do Campeonato Africano das Nações em seniores masculinos, do que procurar parceiros privados para acudir as mais distintas selecções nacionais.

Angola arrisca-se deste modo, a pagar uma multa no valor de Usd 25 mil dólares norte-americanos junto da Fiba-Afrique, para além de ter que disputar eliminatórias para poder marcar presença em 2019, na fase final do Afrobasket da categoria.
Melo Clemente

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