Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

O trabalho dos rbitros

31 de Agosto, 2013
As partidas de futebol de carácter profissional ou particulares são acompanhadas por um juiz que tem como função arbitrar e regular a actuação dos jogadores para estes agirem dentro das normas da modalidade em questão.

Estes juízes devem possuir carteira profissional para o exercício da actividade (a de nível nacional ou, para os mais experimentados, internacional). Deste modo, o conhecimento das regras do futebol, por exemplo, é um marco para que um árbitro possa fiscalizar com competência os jogos a que é chamado a dirigir.

Em Angola, o conselho nacional de árbitros para o futebol é um órgão da federação angolana da modalidade e é dirigido por pessoas com formação específica para esta área, de grande importância para a realização das actividades desportivas.

O conselho nacional recebe da federação as orientações sobre o enquadramento dos filiados, no caso árbitros, e é ela que escala para os jogos do campeonato nacional os melhores em função da importância dos desafios.

Devido a esta importância, proponho uma reflexão sobre o trabalho realizado pelos “homens do apito”, de quem muito se fala, pois, tal como os jogadores e dirigentes desportivos, estão presentes em cada jornada do Girabola e são normalmente alvo de críticas em relação aos resultados dos jogos, sobretudo os mais importantes.

O trabalho dos juízes é alvo de muitas queixas de alguns dirigentes desportivos, atletas e adeptos. Muitas são a vozes que se levantam, no final de uma partida de futebol, basquetebol ou andebol, principalmente quando se sentem lesados ou desfavorecidos quanto ao resultado final.

“Os árbitros apenas prestam quando o resultado do jogo é a nosso favor”. Ouvi este comentário de um amigo, que é dirigente desportivo, no final de um jogo na Cidadela Desportiva. Concordei, porque achei que o dirigente estava a ser sincero.

A questão colocada foi a respeito da qualidade do juiz do jogo. Afinal é assim. Quantas vezes chamei batoteiro a um árbitro por me sentir injustiçado pelo resultado. Mas não podemos ignorar a realidade, porque muitos dos nossos juízes têm, em alguns momentos prejudicado os clubes ao ajuizarem mal determinados lances e no final pesa sobre a equipa ou favorece o adversário, tendenciosamente ou não. Como é habitual, e para não apresentar opinião distorcida, perguntei ao meu “kota”, que é exímio desportista e conhecedor de política onde exerce funções: porque é que os árbitros ou as equipas de arbitragem são vistas como “batoteiros” ou construtores de resultados?

Em resposta e aconselhando que tenha em atenção, disse:
1º-Para que um jogo se realize é necessário a presença de três grupos distintos: duas equipas de futebol (no caso pode ser outra a modalidade) e uma de arbitragem.

2º- O jogo somente começa com a autorização do juiz diante das equipas prontas e de acordo com as condições apresentadas pela anfitriã.

3º- O resultado do jogo é fruto do trabalho e desempenho das duas equipas sem que a arbitragem tenha influência. Ganha a que mais golos marcar ao fim do tempo regulamentar.

4º- Todos os lances devem ser ajuizados com imparcialidade e, por isso, em alguns momentos a intervenção do árbitro deve acontecer para o jogo ser disputado de acordo com as regras. Sem violência ou anti-jogo.

5º- O soar do apito marca de forma irrevogável o término do jogo e os três grupos deixam as “quatro linhas”.
CARLOS GRAÇA

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