Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Onde est a verdade?

21 de Fevereiro, 2015
Tanto pode estar nos píncaros das graças de tudo e todos, como da noite para o dia, tornar-se “persona non grata”, ou passar de bestial a besta.

De acordo com uma informação divulgada pelo programa desportivo “Quem sabe, sabe”, emitido pela estação radiofónica LAC (Luanda Antena Comercial), o treinador Miller Gomes foi despedido cerca de um mês antes do início da época de 2015, do comando técnico do Recreativo do Libolo.

Ele apenas teve conhecimento oficial de tal facto, por parte da direcção do clube, em Lisboa, onde esteve em visita particular, através de pessoas do seu círculo de amizades.

As mesmas fontes que informaram Miller Gomes do sucedido, fizeram saber que a direcção do Recreativo do Libolo, na altura, estava em negociações avançadas com o francês Sébastien Desabre que se encontrava ainda a treinar o Esperance de Túnis, da Tunísia.

As notícias divulgadas por ocasião do desenlace laboral entre o técnico e os campeões nacionais, segundo as quais as “partes chegaram a acordo amigável” ou o “técnico apostou na continuidade da sua formação”, não colhem.

Não obstante o facto de até ao momento, o treinador que se sagrou campeão nacional com a equipa do Libolo, que se encontrava a preparar a actual época, ainda não se ter pronunciado à propósito, a direcção do clube não foi correcta com Miller Gomes, nem consigo própria, nem com a sua massa associativa nem com os desportistas, de uma forma geral.

As direcções dos clubes, conhecedoras dos motivos que estão na base da contratação e o afastamento dos técnicos, estão protegidas pela razão ao acharem que não se precipitam, quando oferecem o voto de confiança a determinado treinador. Na história do futebol quando um treinador recebe o voto de confiança significa, que para além de ter de trabalhar sobre pressão, sujeita-se a estar à janela com os dias contados. Será que isso aconteceu na formação do Libolo?

O que é certo e para bem da agremiação, o clima está estável nas suas hostes, o que vai contribuir para que o técnico substituto, a competência e capacidade profissional não sejam questionadas, em função do currículo e experiência.

É para continuar a materializar o projecto do clube, que se traduz em conquistar o título do Girabola, vencer a Taça de Angola, e chegar o mais longe possível na Liga dos Clubes Campeões de África.

Em qualquer parte do mundo e Angola não deve constituir excepção, quando justificáveis, as direcções que pagam o salário aos treinadores, se entenderem optam pelas “chicotadas psicológicas” de forma normal. LEONEL LIBÓRIO

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