Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Operao de charme do presidente Maneda

18 de Fevereiro, 2019
Cresce a expectativa em torno da realização da Assembleia-Geral Ordinária da Federação Angolana de Basquetebol (FAB), que provavelmente poderá culminar com o abandono de Hélder Martins da Cruz “Maneda”, do cargo de presidente de direcção do órgão reitor da modalidade no país.Inicialmente marcado para o dia 26 de Janeiro último, o conclave da Federação Angolana de Basquetebol (FAB) foi remarcado para o dia 9 de Março próximo.
Depois de ter assumido a presidência do órgão reitor da disciplina no país, no primeiro trimestre de 2017, Hélder Martins da Cruz “Maneda” surpreendeu tudo e todos, ao anunciar nos primeiros dias do ano de 2019 que iria abandonar o cargo de presidente de direcção da FAB, apesar de ter vencido no pleito eleitoral o presidente cessante, Paulo Alexandre Madeira.
A revelação de Hélder Martins da Cruz “Maneda”, caiu nos círculos da “bola ao cesto” como uma autêntica bomba atómica. “Maneda” alegou na ocasião falta de apoios por parte das entidades de direito, para a consumação dos vários projectos que traçou para o quadriénio 2016/2020 mas, sobretudo, às críticas de que tem sido alvo por parte de alguns profissionais da comunicação social, como sendo as principais causas para abandonar o cargo de presidente de direcção da FAB.Este anúncio foi interpretado em alguns círculos da “bola ao cesto”, como sendo uma autêntica operação de charme do actual homem forte do órgão reitor da modalidade, para medir a pulsação dos associados, uma vez que se aproximava a data da realização da Assembleia-Geral Ordinária.
A revelação feita pelo antigo presidente da Mesa da Assembleia-Geral da Federação Angolana de Basquetebol, Agostinho José Matamba, segundo a qual nunca recebeu nem por escrito e, muito menos de forma verbal, o propalado pedido de demissão de Hélder Martins da Cruz “Maneda”, atesta perfeitamente a falta de seriedade do actual homem forte da federação, que continua a ser contestado pelos associados pela forma pouco profissional com que tem dirigido uma das modalidades mais tituladas do país (11), a par do andebol feminino (12).
Não sendo o único responsável pelo actual momento que o basquetebol angolano atravessa, Hélder Martins da Cruz “Maneda” e os seus colaboradores não têm feito rigorosamente nada, para salvar a disciplina que continua no precipício.
Apregoar à qualificação dos hendecacampeões africanos para a fase final da Copa do Mundo da República Popular da República Popular da China, prova a decorrer de 31 de Agosto a 15 de Setembro do ano em curso, como sendo um dos feitos memoráveis da sua gestão, é no mínimo, tentar apagar a história riquíssima do basquetebol angolano.
Angola conta nesta altura com sete participações em fases finais de mundiais, para além de cinco presenças em Jogos Olímpicos (Barcelona, Espanha/1992, Atlanta, Estados Unidos da América/1996, Sidney, Austrália/2000, Grécia/2004 e Beijing, China/2008 respectivamente).Portanto, o anormal seria Angola falhar a fase final da Copa do Mundo da China.
Aí sim, seria algo inédito e “Maneda” e os seus colaboradores teriam razões para se “auto promoverem”. Dado à regularidade do cinco nacional, fundamentalmente, em Copas do Mundo, onde só falhou em 1998, era escusado o actual homem forte estar a fazer da qualificação como que de um feito jamais alcançado por Angola se tratasse.Angola vai disputar a sua oitava Copa do Mundo caro presidente Hélder Martins da Cruz “Maneda”.Os associados assim como os angolanos precisam saber urgentemente que tipo de contrato o senhor assinou com o técnico norte-americano, Will Voigt, que se recusa em residir em Angola. Melo Clemente


Últimas Opinies

  • 21 de Setembro, 2019

    Craques que buscam afirmao alm-fronteiras

    É por demais sabido, que a história do futebol angolano regista o nome de ex-jogadores, que ajudaram a elevar o nome do país além-fronteiras.

    Ler mais »

  • 21 de Setembro, 2019

    Talentos angolanos ofuscados na dispora (?)

    Hoje, neste espaço assinado “A duas mãos”, concordamos escrever sobre um assunto de suma importância e que merece a nossa atenção, até porque, sem desprimor para outros, as questões sobre os futebolistas angolanos que actuam na diáspora, com particular destaque para os novos talentos que têm, nos últimos tempos, preenchido largos espaços na média desportiva e não só.

    Ler mais »

  • 21 de Setembro, 2019

    Cartas dos Leitores

    Os adversários são bons, os grupos são fortes e têm boas selecções.

    Ler mais »

  • 21 de Setembro, 2019

    Crise petrolfera

    Há maus ventos no Petro Atlético de Luanda

    Ler mais »

  • 19 de Setembro, 2019

    Futebol nacional deve ser revolucionado? (II)

    A semana precedente fechei o texto com o seguinte argumento: “A meu ver, já não se pode gastar dinheiro em vão com o futebol.

    Ler mais »

Ver todas »