Jornal dos Desportos

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Opinião
por Augusto Fernandes

Operação Egipto: arbitragem preocupa

22 de Março, 2018
A selecção nacional de Futsal está a 80 minutos de qualificação para os Jogos Olímpicos da Juventude, que se realizam em Buenos Aires, Argentina. Para o efeito, os cinco nacional vai ter de vencer a selecção egípcia.
A priori, e segundo a opinião do seleccionador nacional, Rui Sampaio, em termos tácticos e de resistência os egípcios são menos perigosos que os moçambicanos, que têm um futebol mais parecido ao nosso.
Além disso, os egípcios, morfologicamente, são mais possantes e pesados que os angolanos, o que constitui um grande handicap que pode contar em nosso favor. Mas isto, não implica dizer, que a eliminatória esteja resolvida.
Entretanto, as equipas de arbitragem nomeadas pela a Confederação Africana de Futebol (CAF) para ajuizarem os dois jogos, podem ser motivo de preocupação por serem de países árabes, do qual o Egipto faz parte.
No jogo da primeira mão, em Luanda, vamos ter uma arbitragem sudanesa, e no da segunda para o jogo decisivo, a arbitragem vai ser marroquina, “patrícios” dos tais que os nossos rapazes eliminaram na penúltima eliminatória.
Xenofobia à parte, sabemos bem como os laços podem e têm influenciado nos resultados de jogos a envolverem equipas das regiões, pois, levam muito a sério a “irmandade religiosa” existente entre si.
Isto, pressupõe dizer, que a nossa equipa deve preparar-se bem em todos os aspectos, para não ser surpreendida, porquanto, a história já provou que quando uma equipa está preparada psicológica, física, logística e financeiramente, não há arbitragem que vença.
Assim, tudo deve ser feito para que a eliminatória se resolva no jogo da primeira mão, no Pavilhão Gimno -Desportivo da Cidadela, no dia 14 de Abril. Estamos a 23 dias para o jogo da primeira mão.
Em 23 dias, podem-se criar condições para que a operação Egipto seja um êxito, a começar pela logística e hospedagem dos rapazes. Muito se falou sobre as péssimas condições dos nossos jogadores, creio não ser necessário bater na mesma tecla.
O nosso objectivo não é encontrar culpados, mas arranjar soluções para mudar a situação dos nossos valorosos rapazes. Temos em mente, que se estes miúdos chegarem às Olimpíadas da Argentina, o país só ganha com isso, e será uma grande propaganda para o Futsal em Angola e não só.
Um grande exemplo disto, foi o que vimos quando a selecção de Portugal venceu o Europeu da modalidade. Todos se reviram na conquista da selecção nacional, e por isso, não há meias medidas quando o assunto é apoiar a selecção.
A direcção da FAFUSA, deve continuar a bater as portas sem desânimo. Para isso, tem de ter políticas bem concebidas para convencer a sociedade a apoiar a causa nacional e de certeza que os apoios acabam por surgir.
Todos devem apoiar com o que poderem: água, alimentação, transporte, entretenimento, dinheiro e etc… Sim, da mesma forma que todos se revêem nas vitórias, é somente normal que todos se unam para resolver os problemas da selecção no entanto, embora a sociedade seja mobilizada para apoiar, é responsabilidade do Ministério da Juventude e Desportos resolver o problema principal: arranjar o dinheiro que é a arma para a solução de todos os problemas.
Temos motivos para acreditar que o nosso executivo vai resolver o problema. Lamentamos o facto da FAFUSA ter de passar sempre pelo stress, porque os problemas só se resolvem em cima da hora.
Este tipo de situação, frustra qualquer pessoa e não há motivo para as coisas continuarem como estão. O Minjud tem de resolver o problema, porque se a selecção chegou à ultima eliminatória, foi com o apoio da instituição e não tem por que parar de dar o apoio.
Por isso, e porque o lema do governo é “corrigir o que está mal e melhorar o que está bem”, vamos acreditar que o Ministério da Juventude e Desportos, desta vez, resolva a situação dos nossos rapazes o mais cedo quanto possível.

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