Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Optimismo exacerbado dos adeptos da Rssia

27 de Junho, 2018
O futebol na Rússia tem registado uma constante evolução. Isso mesmo fica patente nos níveis hoje espelhado pela sua selecção.
Pese a qualidade do futebol exibido não seja, ainda, uma referência, é possível já observar jogadores que fazem toda a diferença, quando a questão é decidir jogos.
Talvez este cenário esteja a contribuir para que alguns cidadãos cá do país elevassem demasiado a fasquia, colocando a Rússia entre os países candidatos a alcançar as meias-finais do Mundial. Este sonho começou a ser alimentado desde o começo da prova, tendo os bons resultados conseguidos nas duas primeiras jornadas ajudado a manter o optimismo dos cidadãos locais e o amor pela sua selecção.
A expressiva vitória diante Arábia Saudita na abertura do campeonato provocou uma explosão de alegria, tendo no final do jogo vários russos saído às ruas, em passeatas barulhentas, para traduzirem o rejubilo pelos primeiros pontos alcançados. A cena foi repetida após a segunda vitória alcançada ante o Egipto. Mais festa, mais passeata e litros de cerveja pelo ar...
O facto é que os adeptos russos não tinham percebido, ainda, que até ao jogo com a Arábia Saudita e o Egipto, tinham defrontado apenas selecções do seu nível. Ou seja, o teste de fogo estava por vir. Facto que veio a acontecer no confronto com o Uruguai, uma selecção de outro nível. Mas, esperávamos que a derrota por três bolas sem resposta fosse suficiente para que os cidadãos locais caíssem na real, como dizem os brasileiros. Mas, debalde!
Nunca vimos optimismo tão exacerbado. Os russos acreditam que podem ir mais longe neste Campeonato do Mundo de Futebol.
O discurso assumido hoje pela maioria dos adeptos com quem conversámos, traduz claramente a ideia de que mantêm as esperanças num Mundial histórico e inédito!
O facto é que os russos vivem intensamente este campeonato do mundo. Depositam todas as apostas na sua selecção. Os discursos são quase unânimes de que este pode ser o ano da Rússia. Ou seja, a derrota frente ao Uruguai não abalou com a estrutura psicológica dos adeptos. O moral continua alto e é visível isso mesmo no rosto de cada cidadão russo, quer circulando pelas ruas ou sentado num restaurante. Simpáticos quanto basta, sorridentes até certo ponto, os russos vão espalhando a sua felicidade e manifestando o seu orgulho pela selecção que ostentam.
O grande receio é que este optimismo exacerbado dos donos da casa venha a culminar, depois, numa decepção colectiva. É verdade. Os adeptos russos precisam de olhar para a realidade do seu futebol e avaliar as reais possibilidades que têm pela frente.
Ainda bem que existem outros mais comedidos, menos entusiasmados, talvez verdadeiros conhecedores da realidade do futebol local. O próximo adversário chama-se Espanha. A ver vamos, até aonde vai chegar esta Rússia!
Paulo Caculo, Moscovo

Últimas Opinies

  • 19 de Agosto, 2019

    Como causar impacto atravs do marketing?

    De facto, para que se crie um impacto forte e eficaz através do marketing desportivo, é indispensável que os clubes e federações deem atenção ao formato comunicativo a ser utilizado.

    Ler mais »

  • 19 de Agosto, 2019

    Petro escorregou Vasiljevic j era

    O grande Petro já  atemoriza os seus adeptos em poder continuar a fazer travessia no deserto neste seu “hibernar” sem título desde 2009: empatou mesmo depois de o presidente.

    Ler mais »

  • 19 de Agosto, 2019

    Cartas dos Leitores

    Penso, que não há  muitas alterações  em relação aos candidatos, o 1º de Agosto procura o Penta e o Petro luta para quebrar o jejum de 10 anos, sem conquistar o campeonato.

    Ler mais »

  • 19 de Agosto, 2019

    Girabola de todos

    Soltaram-se assobios, no último fim-de-semana. Voltou aos palcos nacionais, o futebol de primeira grandeza. Ou seja, o campeonato nacional da primeira divisão, o nosso Girabola.

    Ler mais »

  • 19 de Agosto, 2019

    O segundo pecado da FAF

    A direcção de Artur Almeida e Silva acaba de cometer o segundo pecado, na gestão dos destinos da Federação Angolana de Futebol(FAF). O primeiro, assenta na desorganização que já a caracteriza.

    Ler mais »

Ver todas »