Jornal dos Desportos

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Opinio

Os 23 golos... made in Gelson

25 de Outubro, 2016
O 1º de Agosto está a mostrar e demonstrar, como sempre, que está uma grande equipa tal como o Petro de Luanda, com a diferença de que a turma militar este ano ostenta vários autores e actores, ávidos, todos eles, a quererem ganhar o campeonato e, por isso, meus senhores...é de se lhe tirar o chapéu se concretizar este sonho. Mas se o Petro, nas calmas, nas duas últimas jornadas, levar a água ao seu moinho valer-lhe-à também o mérito.

Digo autor porque há no 1º de Agosto um grande autor, passe a redundância, que concebe as coisa fora do campo: o presidente Carlos Hendrick. E há actores a dar corpo já em campo a tudo aquilo que está projectado no papel, nomeadamente os da equipa técnica e jogadores.

Entre estes, sem desprimor para os seus colegas, está este moço chamado Gelson. Possas... o rapaz está feito uma "máquina de fazer golos" que é uma coisa doida, isso é verdade nua e crua!

Dos seus pés, vejam isso, já saíram, com marca registada, 23 golos "made in Gelson". É só conferir. E já imaginaram se não tivesse ele falhado dois jogos até agora?

Mesmo assim, com seu pé quente vai ajudando a sua equipa a marcar golos e ganhar desafios, para conquistar o campeonato. Vi-o quando fez o “hat-trick” na vitória por 3-1 sobre o Libolo e não duvidei que chegaria a igualar os 23 golos rubricados por Amaral Aleixo ao serviço do Sagrada Esperança em 1991 quando o Girabola apenas contava com 16 equipas e também os 23 de Flávio, pelo Petro Luanda , em 2001 quando a prova tinha 14 equipas.

Com ele, o estrago que o 1º de Agosto fez no domingo passado no Estádio 22 de Junho, desbaratando completamente a equipa da Polícia, Interclube, que jogou em casa, por aqueles pesados 6 a 1, está a dar muito que falar.A goleada está a animar acaloradamente conversas nos "candongueiros", nos bares e "lanchonetes", nas "barracas" e praças, nos quartéis e, enfim... até nos serviços ou ainda entre os nossos manda-chuvas.

Porque até à véspera da contenda com o Interclube, o 1º de Agosto tinha 60 pontos e então não se sabia se diante dos polícias resolveria bem a outra operação de somar pontos. E que, afinal, não foi difícil. Acertou em cheio: 60+3= 63 pontos. Nem é preciso tirar a prova dos nove.

Depois do 1º de Agosto ter ganho ao Kabuscorp do Palanca, por 2-0, vinha com 60 pontos na sua conta. Esta cifra foi a mesma com que terminou o campeonato o ano passado, em segundo lugar, pontos iguais aos do Libolo que se tornou campeão.

E se agora o 1º de está com 63 pontos a duas jornadas do fim da prova, está apenas a materializar - e repito isto aqui mais uma vez - a aposta, a exigência, o aviso que o presidente do clube, Carlos Hendrick, fez em Janeiro deste ano, antes do pontapé de saída da competição.

"Quem trabalha e investe espera sempre colher os frutos. Criámos as condições necessárias para vencermos o campeonato. O 1º de Agosto entra em todas as provas, com o objectivo de vencer, respeitando sempre o trabalho das equipas adversárias. Há dez anos que não vencemos o campeonato. Vamos fazer de tudo para proporcionarmos esta alegria, aos nossos sócios e adeptos do clube".

Como vêem, Carlos Hendrick exaltou esta promessa antes do Tomás Faria, presidente do Petro de Luanda, ter dito recentemente que a equipa militar sem a ajuda da arbitragem leva uma porrada dos petrolíferos.

Olhando agora para a frente, se Gelson nos dois últimos jogos - contra o ASA e o Petro de Luanda - fazer sacudir as redes destas equipas com três golos cada vai atingir a meta de Carlos Alves que chegou aos 29 em 1981 a jogar por este mesmo 1º de Agosto.

No domingo essa equipa vai lhe ter pelo caminho o ASA. Esse ASA em 2004 pisou o 1º de Agosto por 8-1. Conforme está o ASA, tem algumas fórmula para travar esse Gelson e companheiros?

Depois vai faltar só "aquele" 1º de Agosto-Petro de Luanda que toda a tribo do futebol aguarda com a maior ansiedade deste mundo. Os militares na verdade já levaram derrotas que fizeram-lhes chorar. Andam há anos a tentar a desforra, como a "vingança do chinês"...
Este campeonato, repito, meus senhores, está quentíssimo mesmo!

António Félix

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