Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Os meus Jogos Olmpicos (Concluso)

29 de Agosto, 2016
Os Alemães apostaram a partir dos Sub-13 e Sub-15,fizeram algo que é tão fácil imitar em Angola, nos povoados, se nos entrosarmos com as comunidades onde aparecem tradicionalmente mais jogadores-promessa, que ninguém descobre nem vai ver.Mas, passando disso, são porfiadamente ensinados por monitores e apoiados por professores de posto, ao longo de pelo menos três anos de ensino e de aprendizagem do futebol em regime de academia.

Sem luxos, com recursos de auto-sustentabilidade, energia solar, construção feita em jango, e um dia-a-dia dividido entre a sala de aula e o pelado, para crianças e jovens de ambos os sexos, descobertos um dia numa maratona com muitas crianças e bolas, onde um grupo de olheiros identificou os mais promissores, a que passou a dar um treino programado e metódico.

Mas sei que isto é demasiado trabalho para quem veio apenas espanejar os ares de uma federação, então têm que ser as associações provinciais, como mais próximas dessa realidade, a ter uma iniciativa e mostrar frutos do seu trabalho. Em quatro anos. Tem ainda quem ache difícil..., impossível. E assim continuaremos, até quando?

Se houver treinadores-monitores que aceitarem esse desafio, com uma certeza absoluta vos deixo: dali vão sair alguns craques, em ambos os sexos. De resto, o novo vai ser outro novo ciclo olímpico acabado de iniciar na mesma, ainda a fazer contas de dinheiros, mas sem uma resposta rápida, imediata e capaz, sobre como corrigir a participação e o desempenho olímpico dos Angolanos. Teremos novo prolongamento do jogo mais do que perdido e da teimosia de continuarmos a deixar o nosso tempo e conquistas voltar atrás? Esperemos para ver em 2020, no Japão! , que ontem superava os ventos que lhes faltassem, mas moro.mo nos desenvencilhámos dos constrangimentos?

Os jogos das queixas, os dinheiros, o mesmo de sempre com menos dinheiro desta vez (as visitas, as promessas não cumpridas, a preparação contrastante com objectivos, o mais do mesmo “melhorar as marcas nacionais (ou pessoais)”, sem definir patamares de progressão, a exemplo do andebol, da natação ou do judo, assim como o nada do atletismo, o país com o melhor mar e costa e sem presença e o ocaso das velas, o remo feito lenha, o presidente que gosta de futebol mas vê o potencial do remo pelas vistas do litoral luandense que o gabinete deve ter. E por aí fora, no mar de desperdícios sem sentido.

A lição do futebol alemão, o atleta com os dedos a recordar o 7 a 1. Os alemães não chegaram sem aviso, a arrogância brasileira voou baixo lá em casa. Que lições os Angolanos costumam trazer, ou que valem para nós os exemplos de Bolt (o dia em que todo o mundo se vergou ao gesto de Bolt no hino americano. Eu dera por mim com o debate incendiado no Brasil na rede social facebook)
O significado cultural dos jogos, ...o Exemplo nacional. Demóstenes.

Termina o congresso do MPLA, o novo comportamento das organizações juvenis e o faz nada socialmente útil, a começar pela educação juvenil e patriótica, imitar os escoteiros e a antiga mocidade portuguesa.Os exemplos olímpicos dos outros, a persistência do sonho, e o conseguimento. Os angolanos são frouxos por natureza, emotivos, flácidos, desistentes, efémeros. Precisamos de ser, antes de mais, persistentes. E sérios.Vivemos de tantas caganças, ja batemos no fundo, e ainda fingimos que flutuamos.

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