Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Outra vez mais a conversa da Liga

24 de Dezembro, 2018
Esta história, se não for \"estória\", sobre a criação de uma verdadeira Liga de Futebol em Angola, como a ajuda do órgão afim em Portugal, porque até já enviou emissário que vimos na recente conferência de imprensa avançada pelo presidente da nossa Federação Angolana de Futebol, Artur Almeida, é, para mim, de esperar para crer.
Não sei se a coisa desta vez andará a contento, porque mesmo para o Girabola ainda há detalhes e prova de seriedade por acertar.
Por exemplo, o Conselho Técnico Desportivo da Federação Angolana de Futebol (FAF), neste Girabola Zap em que estão a competir, há 16 equipas, e ainda com muitos jogadores estrangeiros. Isto prejudica ou não os jovens nacionais que almejam oportunidades nas nossas equipas?
E sei, e muitas outras pessoas também, que foram os clubes que, soberanamente assim decidiram, em reunião e assembleia com a federação, passando a inscrever cinco e já não apenas três estrangeiros.
Mas pelas contas que se fazem, é claro que ficam muitos jovens sem poder ter espaço em muitas equipas. Além disso, financeiramente, nestes tempos de crise, os clubes que contrataram cinco jogadores estrangeiros vão ter que pagar mais porque têm uma forma física de o fazer, porque há ainda há negócios na contratação de cinco estrangeiros.
Eu pergunto: mas, fora a questão das oportunidades aos jovens, o número de estrangeiros não dará outra qualidade competitiva às equipas e ao próprio campeonato?
Sinceramente, julgo que n Não nos podemos esquecer que hoje há cá clubes angolanos que pagam mais do que os portugueses e, por isso, muitos jogadores daquele país e até treinadores, e ainda muitos africanos estão a vir a Angola, as vezes sem níveis equiparados aos nossos jogadores e treinadores.
É por isso até que, na minha visão, atrás destes investimentos não vem, como se diz, futebol de primeira água. Porque os clubes que tem posses vão poder continuar a contratar mais e ficarão melhor.
Umas, sim aumentarão a competitividade, mas as outras não. Mas, repito, em termos de contas, pode ser uma quebra para as oportunidades dos jovens. Se todas as grandes equipas tiverem cinco estrangeiros e todos jogarem, teremos cerca de cinquenta estrangeiros em lugares onde podiam estar os nossos rapazes. A juventude deve ter oportunidade de dar o seu contributo\".
Pela FAF já passaram dirigentes que disseram que tinham projectos para um período de dez anos, os anos passaram e nada se viu. Só mesmo no papel é que vimos programas na intenção.
O que se pretende, de uma vez por todas é que haja uma \"visão do desenvolvimento do futebol\" de início apresentado aos governantes, e oxalá essa nova conversa da Liga tenha chegado para vincar.
A intenção está no ar, a corrida aos patrocinadores vais ser uma luta e, depois, fazemos figas para que haja maior profissionalismo das pessoas que lidam com o futebol, para não se criar-se instabilidade durante a competição campanha de concretização da Liga.
Se vigar, haverá um processo de licenciamento, os clubes que quiserem que as suas equipas participem num campeonato profissional (Liga) terão de aceitar todos requisitos, porque - ao que seu - não é a federação que exige o procedimento ou as condições de participação, como saúde financeira, mas sim é a liga que terá a missão de fiscalizadora.
António Félix

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