Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Paguem antes e joguem depois

22 de Outubro, 2018
A Confederação Africana de Futebol (CAF) decidiu, finalmente, bater o martelo e exigir que os clubes honrem os seus compromissos com os jogadores, sem o qual não poderão estar em competições nenhumas. É uma decisão que merece mais do que uma simples ovação. Merece uma passeata pois os clubes, os seus dirigentes sobretudo, nunca assimilaram o conceito de profissionalismo. Significa por outras palavras que há pessoas como os jogadores que vivem da sua actividade. Sustentam as famílias com o que recebem ou deviam receber. Quando um dirigente prefere comprar o seu carro de luxo e mandar para as urtigas os compromissos que livremente fez com os jogadores nada mais sensato do que entrar em campo a autoridade máxima do futebol continental para pôr ordem. Ou melhor, proteger os “indefesos”, muitos dos quais não são capazes de reclamar os seus direitos. Muitas vezes assinam contratos diferentes do que são depositados na Federação Africana de Futebol (com valores superiores aos que recebem efectivamente), ainda assim são obrigados a andar atrás dos dirigentes para receberem o valor na totalidade. Arrastam as dívidas até nunca mais. A FAF sabe disso, mas coloca algodão nos ouvidos. A FAF sabe que entre os clubes que se declaram limpos, muitos deles são verdadeiros calvários para os jogadores. Os seus dirigentes chegam a fazer do clube um verdadeiro quartel, superando inclusive o 1 de Agosto. Quem conhece essas trafulhices dos dirigentes têm o dever moral de maximizar essa medida da CAF. É um insulto à dignidade dos jogadores, eles que são a razão dos clubes e os verdadeiros operários das fortunas que alguns dirigentes vão exibindo a partir das cordas de ouros que trajam nos peitos e pulsos, dos jeepes e outros. Não me comove por isso que o Girabola2019 arranque apenas com seis clubes. Se a FAF tem sido conivente, a Confederação esperamos nós que não o seja. É necessário proteger o principal “activo” do futebol: os jogadores. Paguem antes e joguem depois. Teixeira Cândido

Últimas Opinies

  • 19 de Setembro, 2019

    Capitalizar os Capitas

    Está na baila o que adjectivo por “Caso Capita”, que até onde sei envolve a direcção do Clube Desportivo 1º de Agosto, o agente do jogador, a Federação Angolana de Futebol e a família de sangue do referido atleta, que até prova em contrário, ainda está vinculado ao clube militar, que o inscreveu para a presente época futebolística.

    Ler mais »

  • 19 de Setembro, 2019

    Cartas dos Leitores

    Sinto-me bem na província da Lunda-Norte. As pessoas têm sido fantásticas comigo, em todos os aspectos. Têm-me apoiado bastante e, naturalmente, os jogadores, direcção e todos os membros do clube.

    Ler mais »

  • 19 de Setembro, 2019

    Pensamento de Drogba

    Considerando que a vida é feita de sonhos e ambições, é de todo legítimo o pensamento do antigo internacional costa-marfinense Didier Drogba, em traçar como meta das suas ambições, enquanto homem do futebol, a presidência da Federação Costa-marfinense de Futebol.

    Ler mais »

  • 16 de Setembro, 2019

    O lado difcil do marketing desportivo

    "Do jeito que vocês estão a trabalhar, o marketing desportivo em Angola, muito abaixo da linha da cintura, creio que este é o pior momento possível para se apostar no sector”, desabafou um especialista brasileiro, numa conversa mantida recentemente em ambiente reservado, com um pequeno grupo de jovens empreendedores, que "sonham" fazer grandes negócios através do marketing desportivo.

    Ler mais »

  • 16 de Setembro, 2019

    Cartas dos Leitores

    O Sagrada é um clube com carisma, mística e sente-se isso na província, quer no dia-a-dia com os adeptos, quer no contacto com as pessoas.

    Ler mais »

Ver todas »