Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Palancas Negras prova de fogo

08 de Setembro, 2018
Os Palancas Negras reiniciam amanhã, uma nova era. Sim, uma nova era na campanha que empreendem para o apuramento ao CAN do próximo ano, nos Camarões.
Inseridos no Grupo I de qualificação, conjuntamente com Burkina Faso, Mauritânia e Botswana, os angolanos têm que necessariamente dar a volta por cima e mostrar que a derrota diante dos burquinabes na primeira jornada do grupo, não passou de um mero acidente de percurso.
Digo reiniciam porque, na verdade, amanhã, diante do Botswana os Palancas Negras devem, em campo, vestir o “fato-macaco” e demonstrar que estão vivos e aptos para assumirem o seu verdadeiro lugar no grupo. Ou seja, a par dos burquinabes, os angolanos são os que à partida, eram apontados como os potenciais concorrentes as vagas para a fase final da competição nos Camarões.
Depois do desaire diante dos burquinabes no dia 10 de Junho, no Estádio “4 de Agosto”, por 3-1, os comandados de Srdan Vasiljevic deverão rever todos os processos para, a partir de agora, recomeçar.
Recomeçar de novo e, equacionar a campanha de qualificação. Nesta altura, Angola e Botswana são os últimos do grupo sem pontos nenhuns. Na primeira ronda, os tswaneses baquearam igualmente diante dos mauritanianos (1-0).
Por isso, se impõe que, este desafio seja vencido, somando os primeiros três pontos, o que iria reforçar a confiança e, a 12 de Outubro, quando defrontar, novamente no Estádio 11 de Novembro a Mauritânia. Em pouco espaço de tempo, Angola colheria assim seis pontos, o que provocaria a renovação e o reacender de esperanças em estar ainda presente na cimeira competitiva dos Camarões, no próximo ano. Tudo deve ser feito de forma a que, em Novembro cheguemos ao “ajuste de contas” com o Burkina Faso em condições favoráveis.
O jogo de amanhã afigura-se assim de sacramental importância para os Palancas Negras a julgar pela apetência que reina de regressar nos principais palcos competitivos do continente e não só. Claro que se entende que, todo processo não tem sido fácil, principalmente nos tempos que correm, onde a falta de recursos financeiros perigam sobremaneira uma campanha que, pode ainda ser auspiciosa.
Não é razoável entender que, nos dias que antecederam a convocatória para este jogo referente à segunda jornada, haja alaridos de monta que colocavam em causa a vinda dos jogadores que actuam nos diferentes campeonatos europeus.
A direcção da Federação Angolana de Futebol, felizmente conseguiu desamarrar o nó e arranjar meios financeiros para que o combinado nacional possa estar amanhã em altura e em óptimas condições de defrontar a sua congénere do Botswana.
Embora os jogadores domésticos não sejam maus, temos que reconhecer que seria de todo mal, não contar nesta jornada importante, com atletas da estirpe de Djalma Campos, Fredy, Gelson Dala, Bastos, Jonathan Buatu, Mateus Galiano e outros que evoluem no estrangeiro que, convenhamos, vêm dar um valor acrescentado à nossa selecção que, juntando com os melhores da competição interna, podem formar sim, um bom “team” capaz de vergar aqui as apetências do Botswana que, de certeza não veio à Angola fazer turismo.
Posto isso, só nos resta apelar que o nosso público amante do futebol acorra ao estádio 11 de Novembro para emprestar o seu calor e, com entusiasmo puxar pelos nossos rapazes para que a vitória venha sorrir para nós. Neste contexto, interessa também pedir aquém irá ao estádio, que tenha o maior civismo possível para que não hajam situações anormais que coloquem em causa a segurança física de cada um dos adeptos do futebol.
Empurremos isso sim, a nossa Selecção à vitória. Ao triunfo. À consagração. Para que, possamos ter a satisfação no “day after” de que cumprimos o nosso papel de décimo segundo jogador. Armando Machado, o antigo presidente da Federação Angolana de Futebol, FAF é um entusiasta a tempo inteiro e, vendo bem as coisas, precisamos sermos como o nosso “machadinho”. Fervorosamente entusiasta mesmo sem ter tido a oportunidade de ter a quantia em dinheiro que o faria cantar melhor que Pavarotti…..
Hoje, terá que ser o virar da página para o nosso combinado nacional. Os nossos rapazes devem demonstrar que temos o nosso lugar em África mas, para isso, devem saber que, temos que saber (re) conquistá-lo ainda que isso custe…. “comer relva”…
P´ra frente é o caminho, rapazes! Morais Canâmuas

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