Jornal dos Desportos

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Opinio

Palancas Negras de olhos no Egipto

21 de Março, 2019
A Selecção Nacional de futebol honras, vulgo Palancas Negras, só depende de si para chegar à fase final do Campeonato Africano das Nações (CAN) de 2019, que vai ser disputado no Egipto. Para o efeito, na sexta-feira, o combinado angolano tem de vencer o Botswana, em Fracistown, reduto do adversário.Integrado no grupo em que surpreendentemente a Mauritânia, com 12 pontos, já se apurou e deixou para trás o Burkina Faso, que à prior, era a mais forte do grupo. Por esse facto, angolanos e burkinabes lutam para o segundo passe.
Em função da classificação, à entrada da sexta e última jornada, os angolanos com nove pontos na tabela classificativa apresentam-se como a mais forte candidata a apurar-se para a fase final, ao lado da Mauritânia.
O Burquina Faso, com sete pontos, recebe e de certeza deve vencer a Mauritânia, que joga sem qualquer pressão. Além disso, os burkinabes ainda podem “interferir” no comportamento dos jogadores do Botswana, para que no mínimo forcem um empate no jogo com Angola, pois, esse resultado coloca-os no CAN. E, porque nos jogos entre si, o Burkina Faso leva vantagem nos confrontos directos, venceu por 3-1 em sua casa e perdeu em Luanda por 2-1, implica que no cômputo geral o resultado nas duas mãos é de 4-3, a favor dos Cavalos.
Assim, aos angolanos só a vitória interessa. Porém, a julgar pelo valor dos tswaneses, a nossa selecção tem de jogar tudo o que sabe. Além disso, este jogo deve ser muito bem preparado, de certeza absoluta que o jogo -extra pode vir a influenciar no desfecho deste duelo entre Botswana e Angola.
O que deve Angola fazer para não ser surpreendido?
Deve, em primeiro lugar, preparar muito bem o jogo, que implica criar todas as condições necessárias para jogarem bem motivados. Por outro, os angolanos devem estar atentos aos ditos jogos de bastidores, algo recorrente no futebol africano. Não me farto de dizer isto, porque é frequente as nossas equipas serem eliminadas, em jogos decisivos, por causa dos jogos dos bastidores.
Observando a lista de convocados, acreditamos que a nossa equipa tem jogadores com qualidade para vergar os tswaneses em casa. Não obstante a ausência de Gelson Dala, autor de três dos oito golos de Angola nesta corrida para o CAN do Egipto, há outras opções no xadrez da equipa. Realce, entretanto, para a integração Wilson Eduardo que deve fazer a estreia na Selecção Nacional e de certeza, que pode não ser fácil adaptar-se aos demais jogadores com quem nunca jogou.
Isso, pode pesar, sobretudo na primeira parte do jogo.Ainda assim, ainda temos alternativas, jogadores como o Vá, Igor Vetokele, Djalma Campos e Fredy, muito bem apoiados por Herenilson, Show, Stelvio e outros , podem fazer “milagres” em terreno adversário.
Portanto, em função dos pressupostos acima avançados, pode considerar-se que o resto fica por conta da direcção da Federação Angolana de Futebol (FAF), que deve fazer o resto, para que a missão seja coroada de êxitos. Quando dizemos fazer o resto, estamos a dizer que Artur Almeida e Silva e seu \'staff\' devem pôr à disposição dos nossos rapazes, todas as condições necessárias para o duelo decisivo.
Não nos esqueçamos, que o Botswana tem um ponto na tabela classificativa. Em situações normais, era um jogo, praticamente, ganho, pois, nada justificava uma luta tenaz por parte dos tswaneses, para continuar na última posição. Entretanto, o que facto da equipa adversária jogar, também, pela honra e pelo prestígio, mais a mais, por actuar na condição de anfitriã. Augusto Fernandes


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