Jornal dos Desportos

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Opinio

Palancas procuram bom pasto no CAN

01 de Junho, 2019
Terminada que está a época futebolística Girabola 2018/2019 com o 1º de Agosto a fazer a chamada “dobradinha” (venceu o campeonato e a Taça de Angola), com todo mérito, eis que chegou a hora da preparação da Selecção Nacional de honras que participará na fase final do Campeonato Africano das Nações (CAN), a decorrer no Egipto de 21 do mês em curso a 19 de Julho próximo.
Os Palancas Negras irão na verdade procurar “pasto fófo” no Egipto integrados num grupo em que figuram as formações da Tunísia, Mali e Mauritânia. A festa do futebol, por isso, irá agora continuar com a entrada em cena, da nossa selecção de futebol no CAN do Egipto depois de algumas edições ausentes.
Foi tenaz a luta para se conseguir o almejado passe e agora todas as atenções estão viradas para uma participação auspiciosa. Ou seja, a Federação Angolana de Futebol (FAF) mesmo envolta em imensas dificuldades pretende dar um toque especial para que a presença do combinado nacional de honras no Egipto seja notável, principalmente no capítulo desportivo e competitivo.
Os Palancas Negras cumprem neste momento um período de estágio em terras lusas onde estarão concentrados numa preparação cuidada e requintada com vista a fazer boa figura no CAN. Por esta razão, a selecção tem já uma calendarização estruturada para a sua preparação, incluindo dois jogos já marcados, nomeadamente com a Guiné-Bissau, no dia 8 do corrente, em Espinho, e com os Camarões, em data e local ainda por definir.
A boa figura que se alude parece significar, por aquilo que nos podemos depreender, passar para a fase seguinte ou mesmo chegar, no mínimo aos quartos-de-final. Seria de facto um bom passo para uma selecção, como a nossa, que ficou ausente durante algum tempo desta competição continental.
Os adversários do seu grupo, à primeira vista, parecem acessíveis. Quer a Tunísia, como o Mali e a Mauritânia, são conjuntos ao alcance dos Palancas Negras, se tivermos em conta o conhecimento, ainda que mínimo, que se tem deles.
Apesar da turma tunisina representar a maior candidata a vencer o grupo, Angola e Mali pontificam logo a seguir, mas para isso os Palancas Negras terão que se esmerar para superar a concorrência, pelo menos o Mali sem no entanto ignorar a Mauritânia. Aliás, foi essa Mauritânia que quase surpreendeu tudo e todos na fase de qualificação onde, curiosamente fez parte do grupo de Angola, tendo conseguido primeiro que todas as outras selecções da referida série a qualificação.
Por tudo isso e mais algumas razões, os Palancas Negras deverão ter uma preparação a altura para responder às exigências já que qualidade individual e colectiva não lhe falta. A convocatória feita há dias por Srdjan Vasiljevic embora mereça alguns questionamentos, mostra bem as ambições que Angola tem na competição. Há claras intenções de entrar com furor e o segredo estará, naturalmente, no primeiro jogo. Necessário se torna encarar a estreia na prova como se de uma final se tratasse, para tirar imenso partido do efeito multiplicador que uma vitória pode provocar no seio do conjunto. A Selecção Nacional de futebol de Angola tem, assim, possibilidades de tornar a fazer história numa prova onde a regularidade é a condição “sine qua non” para se conseguir a almejada qualificação, por ser bastante curta.
Não há muito tempo para os intervenientes ganharem forma na competição se desperdiçarem pontos na primeira fase da prova.
Independentemente das imensas dificuldades financeiras de que sabemos, até porque foi há dias anunciado que um dos potenciais patrocinadores, decidiu fechar as portas à FAF, o que se torna imperioso nesta altura, é manter a cabeça fria e, por conseguinte, procurar fórmulas para alcançar outros potenciais anunciantes que aceitam, a troco de publicidade da sua marca, abrir os cordões à bolsa.
Por outro lado e porque será a nossa Bandeira a ser hasteada no Egipto, as estruturas do Estado, de certeza que têm responsabilidades acrescidas em apoiar e proporcionar que o “porta-estandarte nacional” possam ter as devidas condições para representarem condignamente o nosso País que, por via do deporto, fazem igualmente uma diplomacia agressiva (no bom sentido), com vista a conquistar de outras nações, investimentos válidos. Por isso, devemos e temos de “vender” bem a nossa imagem (…). Força Palancas Negras. Tenho dito! Morais Canãmua

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