Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Pastis que do que falar

08 de Julho, 2018
Desde o início deste campeonato do mundo, que temos ouvido falar em pastéis que são uma tradição em Moscovo. Estar aqui e não prová-los é como ir a Paris e não visitar a Torre Eiffel. Os jornalistas falam muito deles, os adeptos fazem filas enormes, enchem pastelarias, na ânsia de conseguirem alguns.
Consta que os adeptos estrangeiros presentes na capital da Rússia já engoliram cerca de 21 mil porções da chamada “echochrames”. Pelo menos é o que dizem os jornais por cá, citando o departamento de turismo de Moscovo.
A iguaria é em forma de triângulo e cheios de cogumelos, batatas e especiarias. Uma espécie de enchidos, esse “echpochmaks” (nome complicado de se dizer) são os doces tradicionais de Tartaristão, uma república russa da qual a cidade-sede Kazan é a capital, mas produzidos também em Moscovo, com muito sucesso.
Há relatos que nos primeiros 20 dias do torneio, pelo menos 21.125 mil pastéis “echpochmaks” foram vendidos e, pois claro, regados com 87.926 mil litros de cerveja. A facturação tem sido enorme. Os serviços de restauração vivem temos de bonança...
Os estrangeiros adoram, mas os nacionais também gostam. Segundo o jornal Russian Today, os adeptos passaram a ser fiéis clientes dos espaços de venda destes pastéis. Defronte as pastelarias criam-se ambientes festivos, de muita camaradagem e, no final, todos empregam a palavra “spasibo” (obrigado, na língua russa).
Os adeptos colombianos foram os que deixaram a maior marca no sítio. Num destes dias de competição, depois de jantarem num restaurante local, fizeram questão de fazer uma serenata (tocar violas e violinos) para o chef de cozinha da pastelaria, como gesto de gratidão a forma como o pessoal é atendido no local.
Os pastéis fazem tanto sucesso por cá, que apenas uma semana depois do início do Mundial, alguns bares e restaurantes em Moscovo alertaram que já estavam com pouca cerveja. E, como não queríamos ficar pela curiosidade, fizemos questão de ir provar...
Paulo Caculo|Moscovo

Últimas Opinies

  • 23 de Maio, 2019

    O ttulo militar e outros (dis) sabores

    1. Com o Girabola encerrado, (apesar de ainda não homologado pela Federação Angolana de Futebol), ao Petro de Luanda resta (va) conquistar a Taça de Angola, (este texto foi escrito antes da realização do jogo de ontem,), para amenizar a dor de mais uma época em branco, coisa nada simpática para um clube à sua dimensão.

    Ler mais »

  • 23 de Maio, 2019

    Oramentos abismais ferem verdade desportiva

    A velha máxima de que “filho é filho e enteado é enteado “ continua a imperar até no desporto.

    Ler mais »

  • 23 de Maio, 2019

    O retrocesso assegurado do nosso desporto

    Estou indignado. Um dos patriotas que mais fez para Angola chegar aos píncaros no Desporto, afinal não tem direito a galeria de honra no ministério do desporto. Falo daquele que foi o primeiro Secretário de Estado da Educação Física e Desporto de Angola, antigo atleta e recordista angolano, Ruy Mingas.

    Ler mais »

  • 20 de Maio, 2019

    Proteger os talentos

    O Girabola encerrou ontem as cortinas, no meio de tanto barulho. Muitas abordagens terão lugar. É natural. É, aliás, tradicional fazer um rescaldo. Visitar todos os aspectos da competição.

    Ler mais »

  • 20 de Maio, 2019

    Liga de futebol, "parto" ou"aborto"?

    A sabedoria popular é fértil em expressões, que nos apelam à cautela, principalmente quando queremos empreender por projectos que tem de se adequar e se ajustar ao momento e ao contexto em que estamos inseridos, com noção plena de onde saímos (passado), onde estamos (presente), e visão assertiva para onde queremos chegar (futuro), tais como: "devagar se vai longe; "a pressa é inimiga da perfeição"; 

    Ler mais »

Ver todas »