Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Patrocnio no desporto? s com toma l e da c!

17 de Setembro, 2018
Há muito que tenho esta definição sobre patrocínio de uma forma geral, como a minha favorita: Variável de comunicação que constitui um meio de transmissão do nome e da imagem da empresa e dos seus produtos, associando-os a um evento ou entidade desportiva ou cultural.
Com base nessa definição, pode-se afirmar que o patrocínio é, essencialmente, uma relação comercial entre duas instituições: a marca que patrocina e a instituição patrocinada.
A relação é bastante simples e não é mais do que uma troca de serviços, a marca que patrocina realiza um investimento – que tanto pode ser financeiro como sob a forma de produtos ou serviços – e a instituição que recebe o apoio oferece visibilidade ao patrocinador.
Pensando nessa linha de raciocínio, podemos visualizar diversas empresas utilizando as mais variadas ferramentas de comunicação para atingir o seu público-alvo.Nesse caso, o patrocínio pode ser uma boa ferramenta comunicacional e, se bem aplicado, pode dar à empresa principalmente retorno institucional, ou seja, visibilidade e provocar a lembrança da marca na mente do consumidor.
Por exemplo, por que razão uma marca consolidada nos mercados internacionais, como a Chevrolet investe milhões de dólares por ano no Manchester United e a empresa japonesa de comércio electrónico Rakuten, o mais recente patrocinador oficial do Barcelona, paga uma verdadeira fortuna, para nas próximas cinco (5) temporadas, ter o seu nome estampado na parte frontal da camisola da equipa blaugrana?
No caso da Chevrolet, a marca já é globalmente muito conhecida, de modo que investir milhões de dólares, todos os anos em troca somente do seu retorno de mídia já não tem justificativa.
O que a marca quer é justamente criar uma conexão com a marca do clube, assumindo atributos e gerando uma imagem associada a uma potência mundial de sucesso, vitória, paixão e confiança.
Essas e outras tantas marcas de dimensão planetária e não só sabem que o desporto é \"tiro e queda\" no que diz respeito a activação das suas marcas, nas mais diversas e imaginárias formas e formatos.
A exposição da marca é o elemento mais levado em consideração, por entregar um retorno de visibilidade na mídia exponencialmente mais barato se comparado à compra de mídia tradicional de publicidade na TV e outros meios.
No caso de Angola, a maior parte das empresas no país, ainda estão muito reservadas no que se refere ao patrocínio desportivo, em função da falta de profissionalismo dos nossos dirigentes desportivos, que precisam de fazer uma curva para o aprendizado no que se refere as ferramentas e aos recursos indispensáveis na gestão desportiva.
Por outro lado estas mesmas empresas, já perceberam que o patrocínio desportivo pode ser muito positivo, e trazer óptimos resultados se fizer parte da sua estratégia de marketing de uma forma global, e não apenas como uma acção isolada.
Então, o que temos de fazer?
Evoluir muito no desenvolvimento de plataformas de patrocínio que explorem pilares que vão além da visibilidade da marca.
Esse é um papel que cabe aos clubes e também às empresas.
Pelo lado dos clubes, é necessário capacitar os seus departamentos de marketing para atender os seus patrocinadores de uma maneira mais activa e criativa, enquanto as empresas devem planejar seus investimentos considerando uma verba adicional para a realização de activações programadas durante todo o período de vigência de seus patrocínios.
*Mentor e Gestor Executivo
do Fórum Marketing Desportivo
Zongo Fernando dos Santos

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