Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Pensar o futebol

20 de Novembro, 2017
O futebol é no universo desportivo a modalidade de maior paixão, aquela que pelo mundo tem a particularidade de movimentar enchentes para os estádios e rios de dinheiro. Entretanto, em Angola nos últimos anos a qualidade do futebol a nível de clubes, de selecções e até dos seus praticantes tem baixado consideravelmente.
Só para se ter uma ideia em 1997 Angola era a 50ª melhor selecção do Mundo. Hoje, e olhando para a mais recente actualização, notamos que se situa entre as piores nações, abaixo de países como Cabo Verde, Guiné Bissau, e de outros de menor expressão futebolística.
Em todo o caso percebe-se que os tempos sejam outros, e a realidade também. Mas estes números nos transmitem uma valiosa lição. Sem querer identificar culpados, está claro que a regressão da qualidade do futebol nacional tem a ver primeiramente com a falta de objectivos claros. Também há indícios de que o foco dos que estão na gestão é apenas um: participar em competições continentais sem atenção ao trabalho de formação.
É por ai que se pode justificar que desde a sua constituição, nas célebres jornadas de amizade Angola/Cuba, em 1977, a selecção já tenha conhecido mais de 30 seleccionadores, entre nacionais e estrangeiros. Entretanto, todos estes pormenores já foram discutidos e já se identificou o mal, sendo que agora a questão consiste em encontrar soluções para se sair da situação menos boa em que se está.
Clubes como 1º de Agosto e Petro de Luanda, que já produziram grandes talentos, são grandes exemplos a seguir no que se refira às políticas de formação. Faltará apenas planos a médio e longo prazos e homens competentes e capazes de fazer cumprir, com rigor, os objectivos traçados para a modalidade.
Mas, com o esforço que tem vindo a ser conjugado pela actual direcção da Federação Angolana de Futebol, já se vislumbra alguma luz no fundo do túnel. Espera-se por algum rigor e sentido de disciplina na planificação. É isto que leva ao desenvolvimento no mundo do desporto e do futebol em particular.
Na verdade, estão anunciados novos tempos para o futebol nacional . É certo que nada pode ser feito de modo precipitado e empírico, mas com acções bem definidas será possível inverter o quadro. Pelo menos notam-se já algumas melhorias na concepção do jogo no seio da selecção nacional. Será preciso apostar num trabalho de continuidade, ainda que estejam em vista mudanças na equipa técnica.
Sendo assim, vamos acreditar na capacidade empreendedora dos homens. É uma questão de se dar tempo ao tempo para que os frutos possam começar a cair. Há sinais positivos, vamos acreditar que o futuro venha a ser melhor.

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