Jornal dos Desportos

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Opinio

Petr()leo sobrevive ao desnorte dos militares

22 de Dezembro, 2018
A equipa de futebol do Petro de Luanda cumpriu bem os deveres de casa, ao vencer ontem, no Estádio Nacional 11 de Novembro, o “desconhecido” AS Nyuki da República democrática do Congo (RDC), por 1-0, em desafio de resposta da segunda eliminatória da Taça da Confederação.
Os petrolíferos confirmam, assim, a sua qualificação para a próxima fase, depois de passarem incólumes por este mesmo adversário no jogo da primeira “mão”, disputado em Kinshasa, com vitória de 1-0.
Com a qualificação para a próxima etapa desta competição que dá acesso ao troféu “Nelson Mandela”, o Petro de Luanda vai procurar dignificar a honra de Angola nas Afrotaças, depois da inesperada “queda” do 1º de Agosto na Liga dos Campeões.
A equipa militar que teve esteve muito perto da final inédita da “Champion League”, na edição passada, não conseguiu manter as performances na presente “corrida” aos grupos desta maior competição de clubes, perdendo para um adversário de quilate inferior.
O conjunto “rio seco” conseguiu, no jogo inaugural desta primeira eliminatória de acesso aos grupos da “Champions League” anular uma desvantagem de 0-2 frente ao AS Otôho do Congo Brazzaville, em Luanda, com os golos de Mongo, Jacques e do profícuo Geraldo, que assinou recentemente pelo Al Ahly do Egipto, que “bisou” na partida. Já na deslocação ao reduto do adversário, o D\'Agosto não teve arte e nem engenho para conservar a vantagem, perdendo por 0-2 e dizendo adeus às Afrotaças.
Por essa razão, temos hoje nas provas sob a égide da CAF o petr(ó)leo a sobreviver ao desnorte dos militares em relação a campanha nas Afrotaças. É verdade que depois da boa campanha na edição passada, onde se não fosse a vergonha arbitragem do zambiano Janny Sikazwe no duelo com o Esperance de Túnis, em solo-pátrio tunisino, nas meias-finais da Liga dos Clubes Campeões Africanos poderia, com efeito, chegar à grande final, esperava-se que o emblema do “rio seco” não disputasse a fase preliminar.
O D’Agosto foi brioso na sua campanha, tendo, inclusive, afastado o Todo-Poderoso Mazembe da RDC nos “quartos”, em pleno estádio do Lubumbashi.
Apesar do deslize dos agostinos, os tricolores do “eixo-viário” que na primeira eliminatória afastaram Orapa Unitet FC do Botswana, com um “agregado” de 6-0 nas duas “mãos”, fruto das vitórias de 4-0 em casa e de 2-0, em Francistown, no reduto do adversário, mantém acesa a chama de Angola nas Afrotaças.
E ontem, frente aos congoleses-democratas do AS Nyuki, foi apenas a confirmação desse ascensão do conjunto tricolor na Taça da Confederação, com a vitória de 1-0, depois da obtida em Kinshasa pelo mesmo ‘score’.
Agora na próxima empreitada, o Petro deve voltar a fazer por merecê-lo. Até porque a equipa orientada pelo hispano-brasileiro Beto Bianchi vai disputar, assim, a derradeira cartada de acesso aos grupos da Taça da Confederação.
E salta aqui à vista o facto de que na primeira eliminatória, frente ao Orapa Unitet FC do Botswana, os petrolíferos evidenciando a sua veia goleadora. Portanto, ao cabo das duas eliminatórias disputadas, a equipa do “eixo-viário” apontou nada mais, nada menos de que oito tentos, uma média de dois por cada um dos quatro jogos que realizou nesta sua odisseia nas Afrotaças.
Isso é bom e pode, efectivamente, ser um bom presságio para as etapas subsequentes, onde se espera que o “embaixador” angolana faço da excelência uma divisa, procurando levar a água ao seu moinho, com a conquista de resultados animadores, ou seja vitórias.
Na edição passada, o Petro começou curiosamente a sua odisseia na Taça da Confederação com uma goleada de 5-0, em casa, sobre o Masters Security do Malawi e depois foi ao reduto deste mesmo adversário impor um rigoroso empate nulo. Com essa margem confortável, no reduto do adversário, na segunda “mão” fez o que lhe competia, confirmar a sua passagem à eliminatória subsequente.
Contudo, apesar da eficiência demonstrada em termos de finalização, com os golos dos brasileiros Tiago Azulão, Diney e Tony, que na altura fez um “hat-trick”, os petrolíferos não tiveram arte e nem engenho frente ao SuperSport da África do Sul.
Não conseguiram mais de que um nulo no 11 de Novembro, em Lunada, e depois na deslocação a Pátria de Nelson Mandela, baquearam aos pés deste mesmo adversário, perdendo o jogo da segunda “mão” por 1-2, facto que ditou o seu afastamento precoce.
Nesta edição, como não podia deixar de ser, é de esperar que o emblema tricolor inverta a história da anterior. E isso só se pode efectivar com resultados positivos, que passam obviamente por vitória em casa e tentar, no mínimo, arrancar empate no reduto dos oponentes. Porém, se conseguir, com eficácia, amealhar em casa dos adversários igualmente vitórias, será ouro sobre azul.
E é preciso manter a fé e o sonho de que com atitude ousada, o embaixador angolano pode, efectivamente, “reentrar” como em 2008 na fase dos grupos desta segunda maior competição de clubes da CAF. Vamos acreditar e manter a crença de que o Petro é capaz e que tem arcaboiço para passar o sonho da teoria à prática...
Sérgio. V.Dias

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