Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Petro ainda continua a mandar no DAgosto

11 de Abril, 2017
Não foi a calhar que na capa deste jornal estava escrito no sábado que aquele era do povo para retratar mais uma vez o aliciante Petro - D´Agosto daquele dia que valeu a pena, para depois termos dado, já no domingo, este título: \"Granda Trumu\".

Porque aquela espécie de \"duelo\", que vem já de há décadas, tinha outra vez o condão de todas as características históricas de duas equipas da mesma região (Luanda) que mediriam forças pela septuagésima terceira (73º) vez e por isso mesmo um derbi que estava e ainda está a dar que falar.

Porque houve momentos de quase delírio como em que Mateus cabeceou ao lado do poste direito da baliza \"militar\" aos 90 minutos ou Nelson quando atirou por cima da baliza de Gerson, na tentativa de um \"chapéu\", na sequência de um lance de \"rasgo\" de Bua.

O árbitro Paulo Talaia na minha opinião fez um jogo limpinho, um jogo sem \"máculas\"... É preciso não esquecer agora que depois de sábado passado, nos jogos entre si, o Petro de Luanda já venceu o D´Agosto 31 vezes. Este só levou a melhor 22 vezes e repartem agora 20 empates e ,portanto, neste sentido os petrolíferos continuam em vantagem. O 1º de Agosto vai ter de continuar a procurar desforrar-se inolvidável derrota, por 6-0. Esta dor permanece no Rio Seco!

Seja como for alegramos de que há sinais que as duas equipas já destilaram muito caudal de futebol de \"primeira água\", isto faz o povo ( de cada uma delas), umas vezes cantar alegremente, noutras chorar e vergar-se aos pés de quem soube levar a água ao seu moinho. No sábado cantaram e festejaram em conjunto a repartição de pontos. Bonito.

Eu considero que desta vez houve alto nível de exibição de cada equipa, de cada jogador e o \"fair play\"esteve acima de tudo.Merecem aplausos as direcções dos dois clubes que apelaram para que não houvesse vandalismo da parte dos seus adeptos, no campo e arredores. Houve urbanamente, pautaram-se por princípios éticos e cívicos que cada instituição sempre \"abraçou”.

Porque os jogos Petro-D´Agosto ou vice-versa já vêm desde 1981 e as maiores acções de brutalidade dos seus adeptos deu-se a partir de 2013 quando os adeptos do 1º de Agosto tiveram um comportamento reprovável no Estádio 11 de Novembro.Lembro que depois da sua formação sofrer um golo no dérbi diante do Petro de Luanda começaram violência contra um adepto tricolor que faleceu.

Eu, enfim, não sei qual delas desta fez saberia levar a água ao seu moinho, não me atrevi a alvitrar resultados. Para mim, que fosse vitória, empate ou derrota poderia acontecer, porque este Petro, este D´Agosto já bastas vezes pregaram surpresas inopinadas, após os 90 minutos de jogo ou naqueles que se os minutos se contam em 90+ compensação. Como viram, foram 105 minutos de futebol total e saldou-se num mero 0-0.

Nas páginas 4 e 5 deste jornal os técnicos chegaram a mandar, como se diz, cada a sua \"boca\", o seu palpite sobre o que poderia ser o dérbi quando a noite caísse sobre Luanda. É por isso que as atenções estavam viradas para o jogo. Uns viram-no de perto, lá no 11 de Novembro, porque preferiram ver ao vivo e a cores, fizeram-no outros à distância, de olhos no ecrã e ouvidos atentos aos relatos.

Ivo Traça falou pelo D´Agosto, Bianchi pelo Petro. Ambos sabiam que um encontro entre petrolíferos e militares é sempre o mais esperado de cada época e que pode ser decisivo para os objectivos na primeira e segunda voltas.

O 1º de Agosto, na véspera, estava em segundo lugar com 19 pontos e o Petro de Luanda, um lugar mais abaixo (terceiro) com 18, de modo que cada uma delas queria descer ao relvado para procurar ganhar e ter melhorar de posição. O treinador da equipa militar, Dragan Jovic, sabia dessa necessidade imperiosa de jogar para ganhar, mas tinha a certeza de que não se afigurava fácil. Porque?

Porque os grandes jogos de favoritos não costumam seguir muitas vezes a lógica das coisas. Nem sempre o momento de forma é a coisa determinante: o mais importante é saber aproveitar o momento para marcar e ganhar.Todos estes factores fizeram, obviamente, inibir o Petro de Luanda que está também num bom período de forma. Está com uma garantida coesão de grupo. Isto viu-se no sábado! António Félix

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