Jornal dos Desportos

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Opinio

Petro escorregou Vasiljevic j era

19 de Agosto, 2019
O grande Petro já atemoriza os seus adeptos em poder continuar a fazer travessia no deserto neste seu “hibernar” sem título desde 2009: empatou mesmo depois de o presidente do clube Tomás faria ter anunciado que estão disponíveis 100 milhões de kwanzas para esta época!
Não há qualquer culpa doutras equipas, mas à saída da primeira jornada já correm bocas, muitas mesmo, de que o D´Agosto é que saiu a ganhar, levando vantagem porque só jogará “noutro dia” relaxado. Isto é, a saber dos resultados dos seus mais directos concorrentes.
Meras especulações ou a Federação Angolana de Futebol pode ter culpa, por não clarificar quem pediu adiamento? D´Agosto ou o Progresso do Sambizanga solicitaram-no?
Desde que o Girabola é Girabola, as “bocas” sempre existiram, mas, no fundo, quem paga caro são os clubes e as suas equipas. Oxalá não haja mais resultados combinados.
A notícia que veio de Benguela não é boa. Não granei e, por esta razão faço figas para que as equipas tenham suporte financeiro até ao fim de todas as jornadas: já é vergonha o 1º de Maio e a Académica não terem jogado porque devem a antigos treinadores e atletas.
O Santa Rita foi a tempo de na quinta-feira inscrever os seus jogadores, mas está amarrado no “calote” que deve a treinadores e jogadores e não jogou. Se a Federação Angolana de Futebol impôs isto então valeu, quem nela “joga na calendarização” não mais quer estar na berlinda com o rótulo de cultores de pouca ciência quanto à arte de bem fazer.
Abaixo a desorganização! Os clubes que se organizem e ponto final...
Só confesso que eu estava à espera que este elenco da Federação Angolana de Futebol tivesse já a coragem de fazer rolar este Girabola como o modelo verificado em 1979, com 24 equipas, divididas em grupos de seis equipas, face à crise financeiras actual dos clubes.
Mas , por conta e risco dos que estão a governar o nosso futebol, vamos ver para crer se a Federação Angolana de Futebol dar-nos-ão ou não a ver um campeonato onde, já agora também, não se assista a arbitragens de faz-de-conta.
Há muita coisa para dizer, mas, desta vez fico por aqui. O resto está para vir porque o futebol é e tem beleza. Tem magia contagiante. Advinho que teremos muitos golos de antologia. Estão aí a mão de semear os Mabululos, Henerilsons, Yanos, Doly Mengas e demais senhores da bola.
Os resultados na primeira jornada estão aí. É agora “hora” de, nesta segunda-feira, conferir, comentar, discutir até à exaustão como sempre dentro e fora dos estádios, nas rádios, canais de televisão, nos serviços, mercados. O Sagrada goleou 4-1 o Interclube e o Petro de Luanda, vejam só... deu já mau sinal no empate (2-2) que lhe foi imposto por este novato...chamado Wilete..
Fora o Girabola A decisão de a Federação Angolana de Futebol rescindir o contrato com o seleccionador Sradjan Vasiljevic, alegadamente por muito acordo, mas que gera desconfiança a quem acompanha as coisa do nosso futebol, sobretudo porque o treinador reclama em “surdina” o pagamento do seu contrato, faz pensar que não passou de conversa para boi dormir muitos dos propósito que u dia ouvimos quando Artur Almeida entrou na corrida para ser o presidente de direcção do órgão.
Um dia, estou recordado, a 14 de Abril de 2011, Artur Almeida disse para o povo ouvir que de 2017 a 2019, Angola podia ser campeã africana, isto é, tinha de ter os Palancas Negras como vencer de um CAN.
Na altura, em 2012, este sonho em ver Angola campeã acabou frustrado, porque Pedro Neto ganhou nas urnas e, a única alternativa, a Artur Almeida, foi esperar no sentido de retomar a pretensão. Só que justamente neste 2019 que um dia projectou tornou-se miragem ali nas terras dos faraós (Egipto) os Palancas Negras só deram a ver futebol de pantufas…
Vem agora esta “conversa” de que a Federação Angolana de Futebol rescindiu o contrato com o seleccionador Sradjan Vasiljevic de forma amigável? Julgo que é mais uma espécie de conto; estória da carochinha similar às anteriormente reveladas por outros presidentes em relação a treinadores que já seguraram as “rédeas” dos Palancas Negras, a mais patética das quais...quando o francês Hervé Renard bateu com a porta por falta de recebimento do que contratualmente lhe era devido.
Se a questão é financeira, então seria bom que Artur Almeida e pares revissem o ponto quinze (15) daquela agenda da sua campanha, particularmente naquele capítulo denominado \"Futebol Único Compartilhado Por Todos\".
Dizia o seguinte o referido ponto quinze (15): Conceber e implementar uma estratégia de marketing agressiva segundo os parâmetros da Federação Internacional de Futebol Associado (FIFA) e, com isso, fortalecer a marca FAF, isto é, a marca da Federação Angolana de Futebol, bem como aumentar, exponencialmente, as suas receitas através da abertura de lojas em todas as provincias.
Agora a FAF não fazer ouvidos de mercador ao que realmente deve a Sradjan Vasiljevic porque os seus campinhos podem dar à FIFA, essa alta instância que rege o futebol mundial e dai resultarem sanções desastrosas para o futebol nacional.
Pedro Manuel, português, foi chamado a suceder Sradjan Vasiljevic. Este pode estar a fazer bom trabalho à frente da Selecção de Sub-17, mas a verdade é uma: Palancas são Palancas. A responsabilidade é outra. Os apoios e investimentos são de outra monta.
Faltam perto de 20 dias para Pedro Manuel levar os Palancas ao primeiro teste, diante da Gâmbia, na corrida para o “Mundial” de 2022, no Qatar. Terá, pois, de até lá mostrar que é o “salvador da Pátria” em termos de resultados.
António Felix

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