Jornal dos Desportos

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Opinio

Por onde comear Artur?

27 de Dezembro, 2016
Na ressaca da festa natalina, Artur de Almeida e Silva e pares assumem hoje, na prática, a gestão do futebol nacional angolano, por via do acto de tomada de posse agendado para logo mais, numa das unidades hoteleiras de Luanda, o que confirma a passagem para a história do mandato de Pedro Neto e séquito.

O novo inquilino do edifício na Urbanização Nova Vida passa a partir de hoje no crivo dos agentes do futebol doméstico e não só, não fosse este um fenómeno que irrompe as barreiras dos rectângulos de jogos, e transforma-o num instituto de abordagem transversal. É pena que a cultura da gestão em Angola, com as excepções possíveis de apontar, sejam caracterizadas por actos de falta de informação pública, que capitaliza as especulações e muitas vezes são colocadas a circular nos corredores da abordagem dos assuntos em referência.

Isso, para dizer que é costumeiro registar-se o assustador e elevado grau de ausência de informação, ademais, quando se trata de números que envolvem as operações de contratos de treinadores nacionais, para não falar de outros aspectos, como o encerramento das contas de exercícios.
A dinâmica evolutiva da sociedade, independentemente do assunto em análise, assenta em vários pressupostos na correcção de actos da gestão anterior que não alcançaram objectivos preconizados, procurando as melhores respostas para os problemas que daí se aferem.

Nesta linha de pensamento, e salvo estar acossado de amnésia circunstancial, sei que a direcção que hoje toma posse fez ao longo da campanha eleitoral promessas de resolver um dos problemas que assolam os funcionários da Federação Angolana de Futebol, relacionado com os vários meses de salários atrasados.

Com toda a satisfação que o enunciado promove, aos mais directamente afectados com a situação atrás referida, aliás, é bíblico que "do suor do seu rosto, cada homem viverá", ora, dentro do espírito natalício de apoio à solidariedade típica do momento, bom seria que nesta semana, Artur Almeida encontrasse os melhores mecanismo, para não dizer resolver, mas suavizar a situação em que se encontram chefes de família, responsável pelo andamento da locomotiva administrativa da FAF.

Pode dizer-se que o parto da questão advém da gestão anterior, o que é certo, de igual modo é certo que a direcção que hoje toma posse deve assumir o activo e o passivo, aliás, um dos pilares do projecto da Lista vencedora baseia-se numa análise profunda do estado do futebol e da gestão da FAF.

Em face disto, quero acreditar que seja apenas falácia ou meras operações de chamuscar o trabalho da direcção de Artur que na prática ainda nem começou, mas já está a ser " acusado" de dar o dito por não dito, isso, em relação ao pagamento de salários atrasados, pelo menos diz-se à boca pequena, sem que alguém ouse sustentar!..

Entre acusações, verdades e ou incertezas, penso que deve funcionar em favor do grupo ora eleito, o benefício da dúvida, até porque os integrantes da lista vencedora são pessoas com folha de serviço social reconhecida pelos angolanos com sentido realista, em alusão àqueles que criticam só pelo prazer de manchar a honra, a dignidade e bom nome de outrem.

Para além deste assunto, outro que penso deve merecer abordagem urgente, prende-se com os seleccionadores para as equipas nacionais em todos os escalões e géneros, em atenção aos próximos compromissos em que Angola vai estar envolvida, com destaque para os Sub- 17, apurados para o CAN do próximo ano.

Não sei, pelo menos não ouvi publicamente, se é intenção dos homens que a partir de hoje assumem os destinos do futebol cá do burgo manterem Languinha Simão no comando técnico dos nossos miúdos, que estão a mostrar um trabalho que merece nota positiva, no domínio dos resultados alcançados no campo.
Carlos Calongo

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