Jornal dos Desportos

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Opinio

Posio no Mundial ofusca brilho das Prolas

14 de Dezembro, 2017
A Seleção Angolana de Andebol seniores feminina, lideradas pelo dinamarquês Morten Soubak, terminou a participação no Mundial da Alemanha em 19ª nona posição, foi a pior no seu historial a nível desse certame.
Ainda antes da competição, o sete nacional ocupava a 18ª posição no Ranking Mundial, e era tida como uma das equipas a ter em conta, dada a sua exibição nos jogos olímpicos do Rio 2016, em que chegou aos quartos -de -final .
A mudança de treinador e a consequente filosofia de jogo pode ter contribuído para o desaire da equipa. Alem disso, a sua grande postura nos jogos olímpicos do Rio de Janeiro, pode ter colocado de sob aviso às demais equipas neste Mundial.
Além dos citados, quais podem ser outros motivos que contribuíram para a má prestação da nossa selecção? Só a equipa técnica está em condições de dizer com veracidade. Mas pelo que podemos ver ao longo dos jogos da nossa equipa, notei que faltou algum entrosamento entre atletas, e fisicamente não estavam muito bem.
Naturalmente, com a mudança de treinador e da filosofia de jogo, o desaire do \"sete\" nacional pode não constituir muita surpresa, em situações normais uma mudança do tipo deve ser feita com pelo menos seis meses ou mesmo um ano antes da realização do evento, no caso do Mundial.
Daí, ser normal que a equipa não se entrosasse devidamente, até à altura da competição. O não entrosamento pode indicar falta de tempo de preparação que foi insuficiente para que as atletas assimilassem ou percebessem a filosofia de jogo do novo treinador. Mas de uma coisa, nós estamos certos: o conjunto nacional esteve muito abaixo do que nos habituou nos últimos anos.
É verdade, que não devemos descorar o mérito das demais equipas, como a Roménia, Eslovénia e Paraguai, que à priori estavam ao alcance da nossa selecção, mas que foram mais inteligentes e obrigaram as angolanas a errar o máximo possível.
No entanto, apesar do fracasso das nossas Pérolas, creio que não há motivos para se fazer muito alarido, e muito menos, criticá-las severamente, pois, temos de reconhecer que se tratou de um Mundial da modalidade, onde só participam as melhores selecções, e a 19ª posição significa dizer, que a nossa equipa ainda continua a estar entre as 20 melhores do planeta.
Além do mais, o \"sete\" nacional é das poucas modalidades que costuma elevar o nome de Angola bem alto a nível do continente e do Mundo pela positiva, e por isso, todos os angolanos se revêem nela.
Trata-se de um dos nossos principais cartões de visita, ao lado da Selecção Nacional de basquetebol que também estão presentes com alguma regularidade em competições de dimensões Mundiais, como são os Jogos Olímpicos e Mundiais das referidas modalidades.
Quantos países no Mundo gostavam de estar presentes num evento mundial, nem que fosse só para exibir a sua bandeira a ser hasteada num evento daquela envergadura, e não conseguiram?
Por isso, resta ao órgão reitor da modalidade rever e detectar as falhas que influíram nesta paupérrima campanha do sete nacionais, fazer o máximo para que no próximo Mundial estejamos no mínimo, entre as dez melhores.
A nossa selecção representa-nos com regularidade, em tais eventos. Por isso, as atletas merecem os nossos aplausos, apesar da “suposta má classificação”. Elas perderam o brilho, todavia, continuam a ser as nossas Pérolas, de que nos orgulhamos muito.
Para isso, Pedro Godinho e seus auxiliares têm de trabalhar muito, para corrigir o que esteve mal neste Mundial da Alemanha, e fazer com que esta mancha que ofuscou o brilho das Pérolas seja removida o mais rápido possível. Mãos à obra, presidente Godinho!
Augusto Fernandes

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