Jornal dos Desportos

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Opinio

Preciosidade das Prolas em evidncia no Mundial

14 de Dezembro, 2019
Com um saldo de três vitórias e quatro derrotas, a Selecção Nacional de andebol sénior feminino acabou por ter uma prestação aceitável na 24ª edição do Campeonato do Mundo da categoria, no Japão, ocupando o 15º posto da tabela de classificação geral.
O combinado nacional, que em terras do “sol nascente” assinalou a sua 15ª presença na grande montra do andebol mundial, estreou-se com derrota frente a Sérvia, por 32-25, num jogo histórico, pois tratou-se do primeiro confronto entre ambas.
Nos demais quatros duelos da primeira fase, em que as Pérolas estiveram baseadas em Kumamoto, o «sete nacional» baqueou aos pés das selecções da Holanda por 28-35 e da Noruega por 24-30, ao passo que se saiu mais feliz perante a Eslovénia e Cuba, a quem venceu 33-24 e 40-30, respectivamente.
Fruto do 4º lugar no Grupo A da fase preliminar do certame, que ainda decorre no Japão, as angolanas tiveram a oportunidade de disputar as classificativas do 13º ao 16º lugar. Nesse seguimento, as pupilas de Morten Soubak voltaram a conhecer o sabor amargo da derrota diante da França, com quem perderam por 17-28. Já no jogo de despedida do torneio e depois desta derrota mais expressiva consentida no certame diante das francesas, as angolanas impuseram-se sobre a Argentina, vencendo por 30-27.
Com o triunfo sobre a selecção “alvi-celeste”, as Pérolas acabaram por assegurar o 15º posto desta grande montra do andebol, melhorando, deste modo, quatro lugares em relação a anterior edição, realizada na Alemanha.
Nunca é demais lembrar, que apesar de nos novos moldes de disputa da prova, apenas os três primeiros de cada um dos quatro grupos apuravam-se para segunda fase do Mundial, designada “main group”, ainda assim é sublime realçar que a prestação das pupilas de Morten Soubak acaba por ser aceitável. E isto se tivermos em conta também a não realização de um estágio pré-competitivo, bem assim como a chegada tardia ao palco do mesmo. Aliado a estes factores, o fuso horário e o desgaste físico foram outros dos contratempos, que terão pesado no desempenho menos bom das integrantes da equipa nacional sénior feminina de andebol. Em termos estatísticos, é relevante apontar ainda os 197 golos apontados pelo conjunto contra 206, o que lhes conferiu uma média de 28,1 e 29,4, por encontro, respectivamente, por cada um dos sete encontros disputados. Por outro lado, nota assinalável também para a central Isabel Guialo “Belinha”, que foi a jogadora mais concretizadora do «sete nacional» angolano, com 40 golos. Seguiram-lhe peugadas a lateral-direita Aznaide Carlos “Zica” e a central Helena Paulo, com 38 e 23 tentos convertidos. Não deixa de ser também relevante o facto de no Japão, Angola assinalar nada mais, nada menos, do que sua 15ª presença consecutiva num Mundial.
Isso pressupõe dizer, que depois da sua estreia no Mundial de 1990, as Pérolas nunca falharam presença na grande montra do andebol mundial. Isso evidencia a preciosidade, que as nossas atletas vão demonstrando na fina-flor do andebol mundial.
Esse facto marca, pela positiva, o “ranking” de Angola. Aliás, em termos de presenças num Campeonato do Mundo de Andebol, as Pérolas só são superadas pela Roménia, que no Japão confirmou o seu estatuto de totalista nas 24 edições já disputadas, assim como pela Noruega e China, com 17 e 16 participações cada.
De resto, depois de se despedir deste certame a 9 do mês em curso, com o já referenciado triunfo de 30-27 sobre a congénere da Argentina, no Pavilhão Park Dome, no desafio pontuável para as classificativas do 15º e 16º lugares da competição, que permitiu ao conjunto melhorar o 19º posto alcançado em 2017 na Alemanha, espera-se que o «sete angolano» continue a realizar um trabalho árduo intramuros. Aliás, a hegemonia que detém em África, fruto dos doze títulos continentais, obrigam-lhe a isso.
SÉRGIO:V.DIAS

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