Jornal dos Desportos

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Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Primeira volta do Girabola foi sensacional

25 de Maio, 2017
A 1ª volta do Girabola Zap 2017 e que tem como campeão o Petro Atlético de Luanda foi a todos os títulos sensacional e deu motivos de satisfação aos aficionados do desporto rei. Aliás, nos últimos quatro anos o nível competitivo do nosso futebol tem estado a subir, significativamente.

Ao longo das primeiras 15 jornadas disputadas os petrolíferos foram os mais eficazes arrecadando 34 pontos dos 45 possíveis, marcaram 25 golos e sofreram sete, tendo o melhor artilheiro da prova, Tiago Azulão, com oito tentos rubricados. Em função do que vimos, podemos considerar que a primeira volta foi positiva pois não houve casos de vulto em sentido negativo além da tragédia do Uíge. As arbitragens que, normalmente têm sido motivos de muita contestação, pecaram muito pouco, ou seja, sem maldade.

Entretanto, uma das notas negativas, em minha opinião, foi a forma como o decano do Girabola, o professor João Machado, foi demitido do Asa. Em pleno século XXI é inconcebível que um presidente de um clube tome medidas tão rudimentares como a que foi tomada pelo líder do Asa.

O referido técnico, embora voluntariamente se tenha colocado à disposição do chicote, nem teve tempo suficiente sequer de formar um conjunto coeso, porque teve apenas quatro meses na condução clube do aeroporto.Este tipo de atitudes musculosas, especialmente contra um idoso, devem ser reprovadas por todos que amam o futebol.

Com o plantel e o orçamento que ostenta , com todo o respeito que devo a todos os jogadores que o compõem, o Asa, não pode fazer melhor do que tem feito.Por outro lado, deu para notar que o nome Kabuscorp do Palanca, tornou-se numa espécie de fantasma para o 1º de Agosto. Parece-nos que os militares do rio seco já estão conformados com a condição de serem \"bombós\" do Kabuscorp, pois há mais de quatro épocas que não conseguem vergar os rapazes de Bento Kagamba.

Desde muito cedo, a equipa do Romeu Filémon começou a liderar o campeonato somando apenas vitórias e um empate até à oitava jornada, altura em que as coisas mudaram. O Sagrada Esperança, com muito fogo de artificio, estremeceu os chamados grandes do Girabola e esteve sempre entre as equipas que lideravam o campeonato separados por apenas um ponto do primeiro ao quarto classificado.

O Petro de Luanda teve de colocar o Sagrada Esperança, no seu devido lugar com um goleada à moda antiga por cinco bolas a uma, muito por demérito dos diamantíferos que ousaram jogar de peito aberto contra os tricolores em pleno Estádio 11 de Novembro.

Da nona à decima quinta jornada o campeonato atingiu níveis espectaculares com muitas alternâncias na liderança da prova com destaque para o Sagrada Esperança, 1º de Agosto e Petro de Luanda. Tiago Azulão, que ficou mais de quatro jogos sem jogar por lesão, aproveitou bem a ausência de Gelson Dala, para dar à volta aos seus concorrentes, no caso o Jaques, Fofó, Giresse e Rambé.

Outro pormenor que não nos pode passar despercebido é a forma como o Santa Rita de Cassia, tem estado a gerir a sua vida ao longo das 15 jornadas disputas. Com muita humildade, a equipa do Uíge, tem sabido digerir as suas derrotas com a cabeça erguida sem procurar culpados e está a mostrar que com um orçamento melhor poderia fazer muito mais.

O JGM, do Huambo, também tem estado a surpreender pela positiva. Na sua primeira vez no Girabola, mesmo sendo uma equipa nova e modesta, tem dado mostras que é uma equipa que pode fazer muito mais na segunda volta, especialmente se o seu presidente conseguir alguns patrocínios de vulto.

Em função do nível competitivo que vimos ao longo da primeira volta podemos acreditar que teremos uma segunda volta escaldante, pois muitas contas terão de ser acertadas.Por exemplo, o Petro de Luanda, vai à Lunda Norte para justificar os cinco a um que infligiu aos diamantíferos, em Luanda.O Sagrada Esperança terá de vir a Luanda explicar porquê e como ganhou ao 1º de Agosto, em sua casa, o Kabuscorp terá de mostrar que os militares são seus \"bombós\" de facto e o Libolo, terá de redobrar esforços para internamente fazer um campeonato positivo e sair-se bem na taça Nelson Mandela.

As equipas de Benguela terão de trabalhar muito mais e organizarem-se melhor, especialmente no campo financeiro, que tem sido o grande calcanhar de Aquiles das duas principais equipas da província que já foi o viveiro do futebol nacional nos tempos de Januário Candengandenga, Miau, Gé Jordão, Valongo e muitos outros.

A contratação de Agostinho Tramagal para orientar os proletários da Rua Domingos do Ó, teve um efeito positivo a julgar pelos resultados alcançados pelo Maio, com a sua presença no banco. Se o campeonato terminasse no ultimo fim de semana as duas equipas das terras de Ombaka permaneceriam entre os grandes do futebol nacional.

Augusto Fernandes

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