Jornal dos Desportos

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Opinio

Quando penalti?

14 de Fevereiro, 2015
No primeiro jogo da época futebolística-2015, que se saldou num empate a dois golos, entre o Kabuskorp do Palanca e o Recreativo da Caála, na quarta-feira, em Luanda, surgiram reclamações de algumas pessoas ligadas à formação do Huambo, em relação ao trabalho da equipa de arbitragem, encabeçada pelo juiz José Álvaro que assinalou uma grande penalidade, para muitos duvidosa, contra os visitantes, que ditou o primeiro golo dos vice - campeões nacionais.

Assim, para que as pessoas sejam esclarecidas sobre os critérios que levam os árbitros a assinalar grandes penalidades, em função do que se chama “mão à bola ou vice-versa, ou se o atleta impediu com a mão a trajectória do esférico, dentro da grande e pequena áreas, de forma premeditada ou não”. Os membros do Conselho Central de Árbitros de Futebol de Angola (CCAFA), devem clarificar, através de entrevistas e debates nos órgãos de comunicação social e não só, tudo à volta dessa questão. Como sucedeu nas épocas anteriores, essa particularidade está na origem de diversas interpretações, em que a maioria partilha da opinião de que quando ocorrer uma situação do género, deve ser assinalado o castigo máximo, enquanto que outros consideram que se deve dar o beneficio da dúvida ao juiz. É bom, que a direcção da arbitragem nacional, em particular e do futebol, em geral, desenvolva o quanto antes acções de formação dirigidas aos seus membros, quando se sabe que dos 25 árbitros, alguns dos quais internacionais que participaram nos testes da pré - época, na cidade do Lubango, apenas dez aprovaram.

Sem que nos mova qualquer intenção de atiçar “mal entendidos” neste início de época, é necessário que se trabalhe sobre um dos assuntos que na época passada foi alvo de muitas criticas por parte de alguns dirigentes, técnicos e membros da imprensa, designadamente, as chamadas “entradas duras ou viris, ou quando o juiz deve deixar jogar”. É certo que os homens do apito, noves fora o cariz de cada jogo, devem interromper as jogadas o menos possível, prática que é usual em diversos campeonatos, que os angolanos podem absorver, uma vez que a evolução das Novas Tecnologias de Informação, tal permitem.

Ao contrário do que sucedeu nas épocas precedentes, na actual, os membros do CCAFA, independentemente do esforço que estão a desenvolver para que as coisas saiam a contento, têm a obrigação moral de se pronunciar sobre as declarações dos dirigentes dos clubes, técnicos e outros fazedores do desporto, que um pouco por todo o país fazem ouvir as suas “opiniões”, algumas vezes em extrapolação às normas da boa educação e do civismo. A partir desta época, espera-se que os responsáveis pelo futebol nacional no sector da arbitragem, venham a terreiro informar sobre os árbitros que são acusados de pactuarem com o suborno, em prejuízo de determinada equipa. A ausência de provas, não pode ser entendida como uma forma de não se fazer nada à respeito. Existem mecanismos legais, protegidos por lei, que para se acabar com este tipo de procedimentos, devem ser accionados. Já é altura de se acabar com a “mania” de se acusar sem fundamento, quando as coisas correm mal. O futebol, em particular e o desporto em geral, são actividades sérias que devem ser feitas e dirigidas por gente idónea e responsável.

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