Jornal dos Desportos

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Opinio

Quartos esto na mira tricolor

16 de Março, 2019
Um triunfo é o quanto basta amanhã, em Nairobi, Quénia, para o Petro de Luanda inscrever o seu nome nos quartos de final da 16ª edição da Taça da Confederação, a segunda maior competição da Confederação Africana de Futebol (CAF). Na verdade os três pontos são tão indispensáveis para a equipa angolana neste duelo da sexta e última jornada do Grupo D, isto como se de pão para a boca se tratasse.
O seu adversário é nada mais, nada menos de que o Gor Mahia FC do Quénia, que até agora mostrou eficácia nos jogos em casa, em que já venceu dois. Apesar disso, o conjunto das terras famosas por safaris e diversas reservas de vida selvagem e parques nacionais não teve a mesma sorte nos jogos extra-muros.Há uma semana, na deslocação ao Egipto, levou uma cabazada de 4-0 frente ao Zamalek local e por arrasto passou da segunda posição para quarta e última do grupo com os mesmos seis pontos. Já o Petro, seu adversário de amanhã, foi mais feliz.
A equipa tricolor do “Eixo-Viário” recebeu e venceu, em Luanda, o Nasr Athletic Hussein Dey da Argélia por 2-0, com golos que tiveram a assinatura de Job – diga-se de passagem com grande mestria na cobrança de um livre – e do brasileiro Tony.Os embaixadores angolanos saltaram, assim, da última posição para o segundo posto, com os mesmos sete pontos que a turma argelina.
O Zamalek, por seu turno, assumiu o comando deste Grupo D com oito pontos.Fruto do actual quadro classificativo, o Petro só precisa vencer o Gor Mahia para não precisar de favores de quem quer que seja. Contudo, até um empate serve para contas dos comandados de Beto Bianchi, mas desde que Nasr Hussein não vença o Zamalek.Com um saldo de duas vitórias, igual cifra de derrotas e um empate nos cinco jogos que efectuou nesta caminhada da fase de grupos, os tricolores podem chegar aos dez pontos se vencer os quenianos.
Nestas condições no outro jogo a ser disputado na Argélia, apenas um dos contendores teria chances de o alcançar ou ultrapassar.Se no final dos 90 minutos a vitória sorrir para a equipa da casa, Nasr Athletic Hussein Dey, nesse caso seguiriam para os quartos de final os argelinos e os angolanos. Numa outra perspectiva, ainda do Petro vencer no Quénia, e no duelo da Argélia, terminar com um empate ou vitória do Zamalek, seguiriam em frente os egípcios e os angolanos.
E isto porque com empate o Petro terminaria, nas contas do grupo com dez pontos na liderança, contra nove do Zamalek, no segundo posto, sete do Nasr Athletic Hussein Dey na terceira e seis do Gor Mahia FC na quarta e última.Já com uma vitória do Zamalek no confronto de Argel, os egípcios assumiriam a liderança com onze pontos, contra os mesmo dez dos angolanos caso batam os quenianos em Nairobi, ao passo que em relação ao Nasr Hussein e Gor Mahia, o quadro não seria diferente de uma perspectiva de empate no jogo entre os conjuntos do Magreb.É verdade que se não fosse a derrota do passado dia 3 deste mês, no Estádio 11 de Novembro, do Petro diante do Nasr Athletic Hussein, hoje muito provavelmente os tricolores seguiriam para Nairobi com a qualificação para os quartos já confirmada.
Mas como esta faz parte do passado, o Petro não pode (e nem deve sequer) chorar pelo leite já derramado. Pelo contrário, tem que se concentrar agora neste jogo com o Gor Mahia do Quénia, que se assume como de crucial importância para as suas ambições.Agora uma derrota amanhã frente a equipa queniana deita por terra as esperanças do único representante angolano nas Afrotaças chegar à próxima etapa desta segunda maior prova de clubes do calendário da Confederação Africana de Futebol (CAF), isto depois da Liga dos Campeões.
E isso é o pior que pode ocorrer para o conjunto.O Petro regressa a esta competição que dá acesso ao troféu “Nelson Mandela” treze anos depois e com o claro propósito de voltar a fazer história em África.
Os angolanos vão tentar fazer mossa ao refrão da canção de Dionísio Rocha, segundo a qual, na hora de ganhar ninguém segura o Petro”. E será prestigiante um triunfo amanhã no Quénia.Disso não há qualquer margem para dúvida.
Aliás, a qualificação aos quartos de final foi assumida em primeira instância pela direcção do clube presidido por Tomás Faria. E como já aqui o dissemos, nessa coluna de opinião “A duas mãos”, é uma tarefa colossal que o Petro tem nesta caminhada, porquanto os seus adversários não lhe darão os pontos de mão beijada. O conjunto tem obrigação de fazer da excelência uma divisa.Só assim pode, em primeira instância, garantir o passaporte para os quartos de final desta 16ª edição da Taça da Confederação. O Petro tem de fazer jus, porém, o seu estatuto de campeão dos campeões do Girabola Zap, a maior prova do nosso futebol, para provar que em África também pode fazer a diferença. Sérgio V.Dias


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