Jornal dos Desportos

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Opinio

Que venha o clssico do Girabola Zap!

06 de Abril, 2019
Nada melhor que falar de um assunto bom. Um assunto do momento. Um assunto carregado de emotividade e espectacularidade, como é o clássico do nosso futebol. O desafio referente a jornada 23 do Girabola Zap 2018/2019, que coloca frente-a-frente o Petro de Luanda e o 1º de Agosto. Um verdadeiro prato quente, apetecível para qualquer amante do futebol nacional (e não só!) que se preze.Longe de ser um jogo qualquer, o deste final de semana traz mil e um motivos para atrair o aficionado comum e, principalmente os sócios e adeptos destes dois maiores emblemas do nosso “association”.
Tudo porque o momento das duas equipas, o posicionamento na tabela, o interesse em conquistar o ceptro e, sobretudo, a ansiedade de um e de outro em buscar vantagens em relação ao rival, acabam por ser aditivos mais do que suficientes, para adivinharmos uma partida cheia de emoção e espectacularidade, tal como fiz referência acima.
Além disso, há outras questões a considerar que se encaixam perfeitamente nas cogitações, que nestes dias foram feitas. Tanto é que neste duelo número 78, independentemente do actual contexto, é sempre um jogo grande ou grande jogo. Geralmente, mesmo que algum mau momento parece assolar uma ou outra equipa, quando ambas entram em campo, parece que tudo fica ultrapassado.
Transfiguram-se e brindam o público com um bom espectáculo. Com um bom jogo. Um jogo com bastante vitamina (…), um jogo com golos.Oxalá que, neste jogo 78, tal como escreveu há dias no espaço “Em cima do lance”, o nosso colega Augusto Fernandes: “temos tudo para ver um grande trumuno (…)”
De facto temos. Concordo plenamente com o amigo Augusto Fernandes, que abordou profunda e exaustivamente o clássico deste final de semana. Aliás, um jogo como este provoca sempre falatórios abonatórios, para emprestar também a energia necessária, dado o nível dos dois contendores, o momento do campeonato em que se disputam e o posicionamento de ambas as formações na tabela classificativa.
Claro, que o clássico deste final de semana está ainda longe daqueles do outro tempo, em que pontificavam atletas da estirpe de Jesus, Lufemba, Abel, Lúcio, Chico Afonso, Bodumha, Nejó, Nsumbo, Haia, Lito, Avelino, Afonso, Pepé e outros, do lado do Petro de Luanda e, da barricada dos militares nomes como Napoleão, Manico, Barros, Garcia, Ndongala, Lourenço, Zeca, Sabino, Ndunguidi, Alves, Amândio, etc, etc.
Esses, sim, provocavam, que o até Estádio da Cidadela, antiga catedral do futebol nacional, “rebentasse pelas costuras” numa altura como esta. Embora soe dizer-se que águas passadas não movem moinho, há aqui bases de excepções.
Para casos análogos, quase que ficamos “condenados” em fazer referência à este passado, para se tirar as melhores e maiores ilações e lições, se tivermos em conta que então, em alguns pontos de vista, o futebol nacional viveu os seus melhores momentos, em género, número e grau.Hoje, para o clássico 78º entre Petro de Luanda e 1º de Agosto, há outros “artistas”. Artistas deste tempo. Artistas de alguma forma, diferentes.
Job, Manguxi, Herenilson, Elber, Wilson, Tiago Azulão, Tony e companhia, do lado do Petro de Luanda; e Neblú, Mabululu, Isaac, Paizo, Show, Bwá, Ary Papel, Bobó, Massunguna e outros, dos agostinhos, prestam-se a mostrar que herdaram bem o testemunho, daqueles que sabiam fazer vibrar um público sedento.
A sede de golos de Jesus; as arrancadas e fintas estonteantes de Ndunguidi, arrastavam, sim, multidão ao estádio e inflamavam de facto paixões.Nesta minha análise sobre o dérbi dos derbies do nosso futebol, propositadamente gostaria de evitar fazer contas e usar, para o caso, máquina de calcular para aferir as possibilidades de um e de outro, em relação à conquista do título.
Aliás o ilustre Augusto Fernandes na rubrica “Em cima do lance” da edição deste jornal do dia 4 do corrente, abordou isso de forma exaustiva e inteligente.Quer o Petro de Luanda, quer o 1º de Agosto sabem bem, que este jogo pode decidir a conquista do ceptro se tiverem em conta os respectivos posicionamentos actuais.
Enfim, as pontuações que conservam e, sobretudo, a vontade que ambas têm de chegar em primeiro lugar no final da prova.Por isso, o máximo que se pode exigir destes dois maiores emblemas do Girabola Zap, é que se apliquem e não façam a “montanha parir um rato (…)”Tudo o resto, está nos pés de cada um dos jogadores das duas equipas que entrar em campo. Que venha pois, o clássico do Girabola Zap e bem haja! Morais Canãmua


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