Jornal dos Desportos

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Opinio

Quem quem no nosso Girabola Zap?

19 de Outubro, 2019
A medida que as jornadas se sucedem, o Campeonato Nacional de Futebol da I Divisão vai aquecendo, tomando melhores proporções competitivas que provoca igualmente um maior arrasto dos prosélitos.
Oito jornadas cumpridas e se começa a desenhar o quadro dos que se consideram mais fortes, outros mais medianos e outros ainda um pouco mais fracos.
O 1º de Agosto, como tem sido nas duas épocas anteriores, começa a engatar, mas neste ano tem concorrência de outros, que de forma “assanhada” procuram, da melhor maneira, animar o Girabola Zap 2019/2018. Mas, mesmo com este rótulo de animadores, começam a provar que a competitividade não é apenas para os grandes.
Mesmo com tostões, mostraram aos que possuem orçamentos de milhões que, no que a competitividade diz respeito, dentro do campo, estão aptos.
É assim que, cumpridas já oito rondas da competição, o 1º de Agosto é líder com 18 pontos, fruto de sete vitórias; nenhum empate e uma derrota, que lhe confere um percentual de eficiência de 75%, se atendermos a relação entre os pontos possíveis e os pontos somados. Neste particular, os militares superam a concorrência, por ter estado a fazer jus ao seu potencial futebolístico, aproveitando bem os seus activos que, no campo, suam a camisola que vestem, apresentando de facto, bom futebol.
Neste particular, convenhamos, os que seguem-lhe na classificação não ficam muito a dever. Na verdade, o Petro que ontem venceu o Progresso do Sambizanga, a par da Académica do Lobito e Recreativo do Libolo, que há pelo menos duas a três épocas perderam fulgor, em consequência da crise e outras consequências, têm estado, neste ano, a procurar o seu verdadeiro Norte. Os libolenses, a par dos lobitangas, têm sido pragmáticos, traduzindo no campo com um futebol objectivo e com muita vitalidade. A Académica do Lobito, particularmente, com o conjunto bastante jovem, tendo a cabeça o jovem técnico Águas da Silva, demonstra que, de facto, futebol tem que ser, deve ser, no terreno de jogo.
Ao cabo das oito jornadas disputadas, os “estudantes do Lobito somam 17 pontos, na 3ª posição, com cinco vitórias; dois empates e apenas um desaire. A sua percentagem de eficiência em termos pontuais é de 70,8%. Se quisermos fazer recurso aos dados do campeonato passado, os lobitangas, no cômputo de oito jornadas, estavam em 13º lugar com oito pontos e uma eficácia de 33%. Esses dados provam realmente que, no capítulo competitivo, a equipa apresenta melhorias substanciais.
Quanto ao Recreativo do Libolo, o quadro é idêntico. Ou seja, no ano transacto, os homens de Calulo, mesmo mergulhados agora num “anonimato” simulado, ao cabo de oito jornadas, ostentavam o sétimo lugar com 10 pontos, com uma percentagem de eficiência de 41,6%. Na presente época, a equipa treinada por André Macanga soma cinco vitórias, empatou em duas ocasiões e perdeu apenas um jogo, tendo 17 pontos no quarto posto, com uma percentagem de 70% na relação entre pontos possíveis e conseguidos. Outro dado que favorece os libolenses, que mostra na verdade, que estão a vir, é o facto de, na presente temporada, terem já marcado 13 golos que confere uma cifra 1,6 golos por jogo.
Sendo assim, advinha-se uma época bastante afoita se, a par do Petro de Luanda, Interclube e Sagrada Esperança, tiverem regularidade na prova. Por falar nisso, vejamos, por exemplo, o caso dos “polícias da capital”. Se, por um lado, na época passada, a essa altura estavam na 9ª posição, com 10 pontos e com eficácia de 41%; na presente temporada, a turma do bairro Rocha Pinto, ocupa o quarto lugar com 14 pontos e, 58% de eficácia.
Apesar de que, em termos pontuais e de posicionamento, os petrolíferos melhoraram as marcas do ano passado, em que a saída da jornada oito ostentava o 8º lugar com 12 pontos, nesta temporada, os comandados de Toni Cossano parecem mais dispostos e com outra qualidade futebolística e mental e com um plantel um pouco mais recheado. Isso faz prever que, a medida que a prova progredir, o Petro de Luanda tem tudo para se posicionar da melhor forma e começar a renhida luta pelo ceptro com o seu “arqui-rival” de estimação, o 1º de Agosto, que, no topo, não pode “cochilar”.
Vendo a prova nestes ângulos, tendo em conta a capacidade competitiva dos contendores, acredita-se que continuaremos a ter bons jogos, mau grado a parte de baixo da tabela, onde, os chamados “pequenos”, se vão gladiando à sua maneira, procurando não atrasar muito da concorrência. Dentre estas, se destaca sem dúvidas o Cuando Cubango Futebol Clube, treinado por Albano César “Banito”, que vem revolucionando a equipa para melhores prestações. Na mesma esteira estão o Clube Desportivo da Huíla (CDH), o Recreativo da Caála, o Williet de Benguela, Sporting de Cabinda, Bravos do Maquis e o Progresso Associação Sambizanga. 1º de Maio, Santa Rita de Cássia e Ferrovia do Huambo, parecem comer o “pão que o diabo amassa” pela campanha cinzenta que fazem. É por isso que questionamos, quem é quem, no nosso Girabola Zap…
Morais Canâmua

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