Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa

Opinio

Quem ser o campeo?

04 de Maio, 2019
O Girabola Zap 2018/2019 está na recta final. Está a terminar e com isso muitas emoções arrasta e proporciona igualmente espectacularidade, para os amantes e aficionados do futebol.
Cada um com a sua camisola vibra e grita pela equipa do seu coração. Uns almejando que arrebate o título e, outros fazendo figas para não descer de divisão e puder alcançar uma classificação, que lhe permite a possibilidade de, no próximo campeonato, fazer parte da fina flor do futebol nacional.
Todos os anos tem sido assim. Os níveis de organização tendem a melhorar, bem como outros quesitos, que contribuem para uma competição mais vistosa, melhor no capítulo competitivo e sobretudo com maior verdade desportiva possível.
Para o caso vertente, a competição está ao rubro, quer no topo, como na cauda, com muitas sensações pelo meio e com cada uma das equipas procurando o melhor para si em termos de posicionamento classificativo. Mas, tudo isso surge apenas agora no declinar da prova. Faltam apenas duas escassas jornadas. O campeonato está prestes a terminar.
O que se tornou facto é que, quer as de cima como as de baixo, todas elas hoje por hoje estão com máquina de calcular nas mãos para as continhas finais, na perspectiva de, com o cumulo dos seis pontitos que ambicionam conquistar, quiçá possam ainda atingir o preconizado.
Vendo as coisas na prática real, o quadro que se nos apresenta descortina que 1º de Agosto e Petro de Luanda são as únicas, nesta altura, que têm largas possibilidades de conquistarem o ceptro, com os militares muito mais lançados, por terem ligeira vantagem. No caso de os dois contendores vencerem os dois jogos que faltam, os militares terminam a prova com um pontito a mais que o seu arqui-rival que, nesta corrida pelo título, ousou “escorregar” no Lubango, diante curiosamente do Clube Desportivo da Huíla (irmão mais novo do 1º de Agosto), num dos jogos que o grémio tinha em atraso. A partir daí, tudo se tornou sofrível para os tricolores, que fazem esforços titânicos, acreditando que ainda é possível. Contam que, em face do calendário do seu adversário, que tem uma deslocação ao Bié, ao encontro do Cuando Cubango F.C., e o último diante do Kabuscorp do Palanca, podem também escorregar e, aí, poderem aproveitar, mesmo à escassos centímetros da meta. Assim, os tricolores apagariam os 10 longos anos de jejum.
Na mesma perspectiva, a turma de Tony Cosano não se esquece que recebe, para a jornada 29, os “estudantes” da Académica do Lobito e fecha a prova diante do Progresso Associação Sambizanga. Autênticas finais que tem obrigações de vencer, independentemente do grau de dificuldades que encerra. A luta continua e, nesta altura, os do catetão preferem fazer a sua parte e manter a esperança até ao lavar dos cestos.
Já por banda dos homens do “rio seco”, a confiança e a qualidade psicológica reinante no plantel, parece ser marca, pois, nesta ponta final, a equipa exala futebol suficiente, para puder ultrapassar os seus adversários com alguma naturalidade. A fórmula tem sido: ganhar ou ganhar…
Afinal, quem será o campeão desta temporada? É a pergunta que se põe, cuja resposta certa e concisa fica obviamente adiada. Aguardemos pois, pelos desenvolvimentos das últimas duas jornadas que restam!
Porém, um aspecto que tem estado a tornar a competição mais acesa no topo, convenhamos, é, sem dúvidas, o facto de se saber que o terceiro classificado terá direito às Afrotaças, o que tornou a prova mais interessante. Clube Desportivo da Huíla e Kabuscorp são os que gladiam para este objectivo. Pelos dados e números, estão mais próximo desta meta os militares da Região Sul, se tivermos em conta que têm estado a fazer uma época irrepreensível ao nível dos grandes, sendo já a equipa sensação da prova. Seria, na verdade, um prémio merecido se os rapazes de Mário Soares conseguissem atingir este desiderato.
Uma ponta final, cuja azáfama se estende igualmente na cauda, onde praticamente o Saurimo F.C. já tem a sua sentença ditada. Dificilmente a equipa da Lunda-Sul se safa da despromoção. Aliás, quer matemática como competitivamente, já não têm quaisquer hipóteses. O que se aguarda, nesta altura, é a definição de quem os vai fazer companhia. O despique entre ASA, Sporting de Cabinda, Cuando Cubango F. C., entrando nas contas igualmente a Académica do Lobito e o Santa Rita de Cássia, é por demais aceso. Apenas a disputa das duas últimas jornadas irá ditar quem, realmente, regressa à Segundona.
Depois, virão os balanços e as análises profundas de tudo quanto se passou. O desempenho dos jogadores, dos técnicos e, porque não, dos árbitros. Fazendo uma análise apressada, se pode dizer que aconteceram, de facto, alguns erros crassos de arbitragem, que provocaram a ira de técnicos e atletas.
Tudo isso será analisado no seu tempo. Agora, tudo está centrado na questão do título e vermos quem desce de divisão.
Afinal, quem será o campeão? Morais Canãmua

Últimas Opinies

  • 17 de Fevereiro, 2020

    Cartas dos Leitores

    Aproveitamos para encorajar os atletas, à equipa técnica e endereçámos uma palavra directa ao treinador e à Federação.

    Ler mais »

  • 17 de Fevereiro, 2020

    A prata de casa

    Circularam informações nos ‘midias’ e particularmente no nosso jornal, na semana finda, dando conta do possível regresso de Carlos Dinis ao comando técnico da Selecção Nacional de basquetebol sénior masculina.

    Ler mais »

  • 15 de Fevereiro, 2020

    Grandes focados no topo do Girabola

    Depois de verem gorados os seus intentos de chegarem a última etapa da Liga dos Campeões, mais concretamente nas meias-finais, pela fraca prestação conseguida na fase de grupos desta maior prova da Confederação Africana de Futebol (CAF), 1º de Agosto e Petro de Luanda estão agora focados no Girabola Zap.

    Ler mais »

  • 15 de Fevereiro, 2020

    Cartas dos Leitores

    Entramos bem. Criamos oportunidades de podermos sair a ganhar nos primeiros 45 minutos, mas não conseguimos porque o nosso meio campo não conseguia transportar a bola para o ataque. Aliás, não é fácil jogar no campo do Desportivo da Huíla.

    Ler mais »

  • 15 de Fevereiro, 2020

    Problemas de sempre

    Em tempo de crise e em que se recomenda o aperto dos cintos, o nosso desporto vai-se revelando como um «parente pobre» do sector.

    Ler mais »

Ver todas »